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No Ponto

Oposição vê risco à liberdade de expressão em decretos de Lula sobre redes sociais

Marinho afirma que medidas podem afetar a liberdade de expressão

Marinho afirmou que conduta do magistrado compromete a imparcialidade da Justiça do Trabalho | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Marinho sustenta que os decretos extrapolam o poder regulamentar do Executivo | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que decretos do governo Lula ampliam os riscos à liberdade de expressão e podem fortalecer mecanismos de controle sobre redes sociais às vésperas das eleições deste ano.

A avaliação integra a 128ª edição do Observatório da Oposição, relatório produzido pela liderança oposicionista no Senado.

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Conforme o documento, os decretos de Lula ampliam os poderes da Autoridade Nacional de Proteção de Dados sobre plataformas digitais, ao atribuir ao órgão competências de fiscalização, regulação e punição relacionadas à moderação de conteúdo.

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Assim, a oposição afirma que as medidas criam obrigações permanentes de monitoramento, transparência e gestão de “riscos sistêmicos”, além de prever sanções que vão de multas a suspensão das atividades das plataformas digitais.

No relatório, os senadores oposicionistas sustentam que os decretos extrapolam o poder regulamentar do Executivo e podem estimular práticas de autocensura nas plataformas digitais.

O documento também afirma que conceitos considerados vagos, como “falha sistêmica”, podem abrir espaço para interpretações amplas sobre conteúdos publicados nas redes sociais.

Ocupação plenário da Câmara
Parlamentares de oposição ocuparam o plenário da Câmara | Foto: José Cruz/Agência Brasil

Oposição questiona troca de delegado da PF no caso INSS

Além da crítica aos decretos sobre redes sociais, o relatório também aborda a substituição do delegado da Polícia Federal responsável pelas investigações das fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo Marinho, a troca do delegado sem uma justificativa pública transparente levanta suspeitas de interferência política nas investigações. O senador revela que a mudança compromete a credibilidade da Polícia Federal e amplia a crise política em torno do caso.

O documento também menciona a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de abrir sindicância para apurar a substituição do delegado responsável pela investigação.

Segundo a oposição, o episódio ultrapassou o campo político e passou a exigir resposta institucional formal.

Leia também: “Uma CPI essencial”, reportagem publicada na Edição 323 da Revista Oeste

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