publicidade
No Ponto

Oposição aposta em Malta ou Flávio Bolsonaro para presidir CPI do Crime Organizado

Ala esquerdista do Senado tenta emplacar nomes alinhados ao governo, como Fabiano Contarato e Jaques Wagner

Magno Malta e Flávio Bolsonaro
Magno Malta e Flávio Bolsonaro são cotados para a presidência da CPI do Crime Organizado | Foto: Divulgação/Agência Senado/ Montagem Revista Oeste

A presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado deve ser definida durante votação na sessão desta terça-feira, 4. Enquanto a oposição define o apoio aos senadores Magno Malta (PL-ES) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a ala esquerdista tenta emplacar nomes ligados ao governo: Fabiano Contarato (PT-ES) e Jaques Wagner (PT-BA).

A decisão do nome da oposição para presidir a CPI do Crime Organizado ainda depende de articulações internas, em decorrência apenas da condição de saúde de Magno Malta. 

Receba nossas atualizações

+ Oposição vai ser maioria na CPI do Crime Organizado; veja a lista

O parlamentar recentemente passou por procedimentos médicos e tem se ausentado de algumas agendas parlamentares por conta da sua recuperação. Flávio Bolsonaro aparece como a segunda opção — o parlamentar já preside a Comissão de Segurança Pública do Senado.

O projeto de Márcio Bittar sugere retirar do STF o poder sobre cinco das sete vagas do TSE | Foto: Reprodução/Twitter/X
Márcio Bittar será suplente de Sérgio Moro no colegiado | Foto: Reprodução/Twitter/X

O senador Márcio Bittar (União-AC) confirmou em vídeo que a preferência recai sobre os dois nomes, mas que a opção “natural” para presidir o colegiado é Magno Malta.

“Malta tem experiência, autoridade moral e é símbolo da luta contra o crime organizado”, destacou. “Mas se por algum motivo de saúde ele não puder assumir, o senador Flávio Bolsonaro está pronto para essa missão.”

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), também confirmou o favoritismo ao nome de Magno Malta na presidência. Assim como Bittar, a parlamentar destacou que a oposição está organizada para indicar um único nome para garantir a vitória.

pec das prerrogativas-alessandro vieira-Jefferson RudyAgência Senado
Alessandro Vieira (MDB-SE), que foi o relator da PEC das Prerrogativas na CCJ do Senado, deve ser o relator da CPI do Crime Organizado | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Em relação ao relator da CPI, Bittar destacou que há conversas com integrantes do colegiado do chamado centrão para apoiar Alessandro Vieira (MDB-SE) — o propositor da criação da comissão.

“Nós conversamos com o centro, e há um entendimento para que a relatoria fique com alguém desse grupo, em uma composição que garanta equilíbrio, sem prejudicar o trabalho da CPI”, explicou. “O importante é que ela comece logo, com foco em resultados e sem partidarização.”

Papel da CPI do Crime Organizado

Na análise do senador Bittar, a comissão deve ter papel central nas próximas semanas, com foco em investigar o avanço das facções criminosas e as relações suspeitas entre o crime e setores do Estado, especialmente nos casos do Rio de Janeiro, Bahia e Ceará — estados que concentram os maiores índices de violência e disputas de território.

“Essa CPI nasce num momento em que o Brasil clama por respostas”, alertou o senador acreano. “O crime está organizado, e o Estado não. Precisamos inverter essa lógica.”

Bolsonaro Senadora Damares Alves, presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado | Geraldo Magela/Agência Senado
Senadora Damares Alves aposta em Magno Malta para a presidência da comissão | Geraldo Magela/Agência Senado

A senadora Damares Alves também se manifestou sobre o tema, destacando a importância da comissão como resposta institucional ao colapso da segurança pública do país.

“Essa CPI é uma necessidade urgente”, afirmou. “O que está acontecendo nas comunidades é uma tragédia humanitária. O Estado precisa retomar o controle e mostrar que bandido não tem poder de mando.”

Damares reforçou o papel da oposição na condução da investigação: “Não pode haver blindagem para criminosos”. “Essa CPI tem que ser dura, técnica e transparente, e o Senado precisa estar à altura da dor das famílias que vivem sob o domínio das facções”, afirmou.

Base governista

Enquanto isso, no bloco governista, o movimento é outro. Senadores como Fabiano Contarato (PT-ES) e Jaques Wagner (PT-BA) surgem como opções da base aliada para tentar “sequestrar” a comissão. A estratégia do Planalto é evitar o desgaste político próximo ao período eleitoral.

A composição do colegiado, contudo, indica uma maior presença de senadores da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre os nomes confirmados estão, além de Flávio Bolsonaro e Magno Malta:

  • Sergio Moro (União-PR);
  • Marcos do Val (Podemos-ES); e
  • Eduardo Girão (Novo-CE).

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.