Antes mesmo de o calendário eleitoral apertar-se, o governo Lula já opera em modo de esvaziamento. Entre os principais nomes que devem sair da gestão petista nos próximos meses estão Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Fernando Haddad (Fazenda), Camilo Santana (Educação), Rui Costa (Casa Civil), Simone Tebet (Planejamento), Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social) e José Mucio (Defesa).
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A reforma ministerial, que vinha sendo tratada como ajuste pontual, tende a ganhar contornos de reorganização forçada diante do movimento de ministros que se preparam para disputar cargos em 2026 — e de outros que simplesmente já não escondem o desgaste interno.
Gleisi no Senado
A ministra-chefe das Relações Institucionais, Gleisi, é uma das saídas mais esperadas. Lula teria pedido a ela que concorra ao Senado pelo Paraná, e a previsão é que deixe o governo até 1º de abril, prazo clássico de desincompatibilização para quem pretende entrar na disputa eleitoral. A saída, porém, abre uma lacuna no núcleo político e deixa o Planalto em terreno instável na articulação com o Congresso — justamente quando o governo tenta retomar o controle da agenda legislativa.
Santana no governo do Ceará
No Ministério da Educação (MEC), Camilo Santana também já sinalizou que deve deixar o cargo para se dedicar à campanha no Ceará, onde tende a entrar na disputa em um cenário que envolve a candidatura de Ciro Gomes (PSDB). A movimentação antecipa uma briga regional com impacto direto na Esplanada: o MEC é uma vitrine bilionária e altamente sensível, especialmente em ano pré-eleitoral.
Haddad quer entregar o cargo
Outra saída no radar apurada por Oeste é Fernando Haddad, atual ministro da Fazenda. A expectativa, nos bastidores, é que ele peça para sair com a volta do Legislativo e que o secretário Dario Durigan assuma o comando da pasta. Se isso se confirmar, Lula terá de lidar com um problema duplo: a sucessão de Haddad mexe com o mercado e, ao mesmo tempo, altera a correlação de forças internas no governo.
Rui Costa no Senado
Na Casa Civil, Rui Costa aparece como provável candidato ao Senado pela Bahia. A tendência é que Miriam Belchior seja chamada para ocupar o posto — uma troca que redesenha o centro de gravidade do Planalto, já que a Casa Civil concentra a execução política do governo.
Tebet disputa o Senado
Também no pacote eleitoral, Simone Tebet é cotada para disputar o Senado, com especulações sobre uma candidatura por Mato Grosso do Sul ou até por São Paulo, a depender da costura partidária. E Sidônio Palmeira deve deixar o governo para atuar diretamente na campanha presidencial, reforçando a leitura de que Lula já estrutura o núcleo duro na tentativa de reeleição.
Tabuleiro político no Planalto
No Palácio do Planalto, a saída de Sidônio Palmeira é tratada como parte do plano para recolocar de pé a engrenagem de comunicação para a reeleição de Lula. A expectativa é que ele deixe o governo para assumir, novamente, a condução estratégica do marketing, com foco em reconstruir a narrativa do presidente, reagir ao desgaste acumulado e organizar uma campanha mais profissionalizada, em um cenário de disputa antecipada e pressão crescente nas redes sociais.
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Já José Mucio, ministro da Defesa, é um caso à parte. Sua saída não seria motivada apenas por candidatura, mas por um desconforto acumulado com o governo — uma insatisfação que não é de hoje e que ganhou volume nos últimos meses.
Enquanto isso, nomes como Alexandre Padilha (Saúde) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) devem permanecer. A tendência também é manter Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) no arranjo político ligado a Padilha, enquanto Boulos atuaria mais na coordenação e na mobilização de campanha do que em uma disputa eleitoral direta.
No pano de fundo, a escolha do vice ainda ronda o Planalto: Geraldo Alckmin (PSB) segue no jogo, mas o nome do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), aparece como alternativa em círculos estratégicos. O governo, no entanto, parece caminhar para 2026 com uma certeza: o ano começa com a máquina em movimento — e com uma fila de ministros já de olho na urna.
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Se o povo tiver vergonha não vota nesses quadrilheiros
Esses que estão saindo são péssimos , imaginem os que irão entrar…..