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No Ponto

Durante audiência na qual Moraes ameaçou prender Cid, ministro falou em 'efeitos' contra a família do militar

Juiz do STF exigiu esclarecimentos de 'omissões e contradições'

8 de janeiro - alexandre de moraes
O ministro Alexandre de Moraes, durante votação da ADPF das Favelas, no STF - 5/2/2025 | Foto: Ton Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Na esteira da divulgação da delação do tenente-coronel Mauro Cid, publicada nesta quarta-feira, 19, documentos correlatos vieram à tona.

Um deles trata de uma audiência no Supremo Tribunal Federal (STF), em 21 de novembro de 2024, na qual o ministro Alexandre de Moraes ameaçou prender Cid. A transcrição da oitiva mostra que Moraes falou em “efeitos” contra a família do militar. Isso porque ela foi implicada no caso da “fraude” em carteirinhas de vacinação contra a covid-19. Ao firmar o acordo, o militar pediu benefícios aos parentes.

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Na ocasião, Cid prestava um novo depoimento, em virtude de ter negado à Polícia Federal (PF) saber algo a respeito do que seria um plano para assassinar o presidente eleito Lula, o vice do petista, Geraldo Alckmin, e Moraes, à época, presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

“Se as omissões e contradições não forem sanadas, nos termos da legislação, isso poderá acarretar a decretação da prisão preventiva e a rescisão do acordo de colaboração premiada, com efeitos não só para o colaborador, mas também em relação ao seu pai, sua esposa e sua filha maior, uma vez que a extensão de seus benefícios consta na parte IV do
termo de colaboração premiada”, disse Moraes.

Ainda na oitiva, Moraes disse que aquela era a “última chance de o colaborador dizer a verdade sobre tudo”. “Depois, não venham dizer que não avisei”, declarou Moraes. “Tenho um relatório detalhado não só da investigação como do novo relatório que a PF está apresentando agora, encerrando a investigação sobre a tentativa de golpe, com 700 páginas detalhadas.” Moraes avisou ainda que “contradições não serão admitidas”. “Quero que Cid diga o que sabe, mas especificamente em relação ao ex-presidente da República Jair Bolsonaro, às lideranças militares citadas, general Braga Netto, general Heleno, general Paulo Sérgio, general Ramos e eventuais outros que ele tiver conhecimento”, disse.

Delação de Mauro Cid

bolsonaro é indiciado
O tenente-coronel Mauro Cid e o presidente Jair Bolsonaro, durante um evento no Palácio do Planalto – 24/2/2021 | Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Na manhã desta quarta-feira, 19, Moraes tornou pública a delação de Mauro Cid, na qual o militar entregou o que seria um plano de golpe.

Pelo acordo, Cid pediu perdão judicial e pena privativa não superior a dois anos. Conforme a lei, os benefícios podem ser concedidos a conta-gotas e, até mesmo, revogados, se o colaborador mentir.

Leia também: “Lula rumo ao fim”, artigo de J.R. Guzzo publicado na Edição 247 da Revista Oeste

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2 comentários
  1. Lucy Pimenta de Lima
    Lucy Pimenta de Lima

    Então era ou a família dele ou a verdade. Seus descendentes terão orgulho ou vergonha?

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