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No Ponto

Manobra entre Alcolumbre e ministros do STF muda composição da CPI do Crime Organizado antes de votar relatório

Governistas assumiram cadeiras na comissão; documento pede indiciamento de Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli

davi alcolumbre
Presidente do Senado promove mudanças que favorecem a base governista | Foto: José Cruz/Agência Brasil

Uma articulação entre o governo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) mudou a composição da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, nesta terça-feira, 14.

Alcolumbre diz haver “agressão permanente às instituições”

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O movimento ocorreu antes de a CPI votar o relatório final, divulgado mais cedo, e que pede o indiciamento de Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Não perca:

Agora, a tendência é a de que o documento seja derrubado.

Fabiano Contarato (PT-ES), que preside os trabalhos da CPI, recebeu um ofício assinado por Alcolumbre, depois de arranjos com líderes partidários.

Em virtude das alterações, entram Teresa Leitão (PT-PE), Camilo Santana (PT-CE) e Beto Faro (PT-PA).

O senador Marcos do Val (Avante-ES), ao chegar à CPI e perceber que tinha sido retirado, classificou o ato como “proteção ao crime”.

“Estou presente na sessão como titular e, agora, no painel não aparece meu nome como titular”, observou o parlamentar. “É um absurdo o governo presidir a CPI do Crime Organizado, sendo que ele é o crime.”

Veja as mudanças:

  • Marcos Rogério (PL-RO) assumiu o posto de Welligton Fagundes (PL-MT);
  • Esperidião Amin (PP-SC) foi designado suplente;
  • Soraya Thronicke (PSB-MS) assumiu o posto de Jorge Kajuru (PSB-GO);
  • Teresa Leitão (PT-PE) assumiu o posto de Sergio Moro (PL-PR);
  • Beto Faro (PT-BA) assumiu o posto de Marcos do Val (Avante-ES); e
  • Camilo Santana (PT-CE) assumiu o posto de Randolfe Rodrigues (PT-AP).
Moraes, Toffoli e Gilmar em sessão no STF - 9/4/2026 | Foto: Foto: Antonio Augusto/STF
Moraes, Toffoli e Gilmar em sessão no STF – 9/4/2026 | Foto: Foto: Antonio Augusto/STF

A CPI do Crime Organizado reúne 11 membros titulares e sete suplentes.

Desde o início, mantém uma composição favorável ao governo — o senador Fabiano Contarato (PT-ES) preside o colegiado.

Relatório da CPI do Crime Organizado pede indiciamento de ministros

Relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira (MDB-SE) requereu o indiciamento de Moraes, Mendes e Toffoli no contexto da investigação da fraude bilionária no Banco Master.

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O relatório destaca que as recomendações se baseiam em situações como suspeição em julgamentos, potenciais conflitos de interesse e decisões consideradas prejudiciais a investigações em curso.

No caso de Gonet, a justificativa apresentada foi a suposta omissão diante de “sinais relevantes de irregularidades”.

Conforme o relatório, os ministros e Gonet cometeram crimes de responsabilidade previstos na Lei n° 1.079/1950 por ações e omissões no caso Master.

Essas condutas são passíveis de impeachment no Senado.

Leia também: “A moça do batom”, reportagem publicada na Edição 317 da Revista Oeste

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5 comentários
  1. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Mas se Alcolumbre, Hugo mota, governo e STF é uma organização criminosa como eles vão votar em CPI pra investigar Organização criminosa?

  2. CARLOS GUEDES
    CARLOS GUEDES

    O que esperar quando se juntam os CANALHAS ALCOLUMBRE, MORAES, GILMAR, TOFFOLI?

  3. ELIAS
    ELIAS

    Algumas questões se impõem.
    De que adianta uma CPI se na iminência de indiciar criminosos de toga os componentes podem ser substituídos por companheiros que, alinhados à quadrilha, impedem a aprovação do relatório?
    Indo mais além, de que serve um Congresso Nacional que é sempre desrespeitado pelo judiciário e pelo executivo?

  4. Paulo Sérgio Gusson
    Paulo Sérgio Gusson

    Alcolumbre, até quando esse canalha corrupto vai fazer bandidagem no Senado ?

  5. ELIAS
    ELIAS

    É evidente que estando visceralmente entranhado nas instituições, o crime vai proteger seus expoentes para nada mude.
    E o eleitor vai testemunhando a inutilidade do seu voto.

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