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Trump e Xi Jinping discutem comércio de soja e tensões em torno de Taiwan

Durante o diálogo, ocorrido nesta quarta-feira, 4, ambos destacaram a importância de manter relações estáveis

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No campo econômico, as negociações se intensificam antes da visita oficial de Trump à China, prevista para abril | Foto: Divulgação/The White House

Depois de uma conversa por telefone considerada produtiva, o presidente Donald Trump e o ditador Xi Jinping colocaram em pauta a possibilidade de a China ampliar a compra de soja dos Estados Unidos, sinalizando uma tentativa de amenizar as recentes tensões bilaterais.

Durante o diálogo, ocorrido nesta quarta-feira, 4, ambos destacaram a importância de manter relações estáveis, mesmo diante de divergências sobre temas como Taiwan e comércio.

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Trump revelou que Xi se comprometeu a avaliar a elevação das importações de soja norte-americana para 20 milhões de toneladas na atual temporada, superando as 12 milhões de toneladas do ciclo anterior.

O anúncio impulsionou os preços da soja em Chicago, que registraram alta expressiva, refletindo o impacto da notícia no mercado agrícola.

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Tensões políticas e militares entre EUA e China

Além do comércio agrícola, a conversa abordou pontos sensíveis, como a política dos EUA em relação a Taiwan.

Em dezembro, Washington anunciou sua maior venda de armas para a ilha, no valor de US$ 11 bilhões, provocando advertência formal do regime chinês.

Questões de segurança global também foram tema do diálogo, especialmente depois de Xi ter se reunido, horas antes, de forma virtual com o líder russo Vladimir Putin.

O fim próximo do último tratado nuclear entre Rússia e EUA desperta preocupação sobre uma nova corrida armamentista, com a China aumentando sua presença nesse cenário.

Trump expressou o desejo de incluir Pequim em futuros acordos de controle de armas.

Trump relatou conversa com Xi Jinping nas redes sociais

De acordo com o presidente norte-americano, os dois trataram de “muitos assuntos importantes, incluindo comércio, assuntos militares, a viagem que farei à China em abril (que aguardo com muita expectativa!), Taiwan, a guerra entre Rússia e Ucrânia, a situação atual com o Irã, a compra de petróleo e gás da China aos EUA.”

Segundo relatou Trump, Xi Jinping se comprometeu “com a compra de 25 milhões de toneladas de soja na próxima safra, com entregas de motores de avião e inúmeros outros assuntos, todos muito positivos”.

“O relacionamento com a China e meu relacionamento pessoal com o presidente Xi são excelentes, e ambos sabemos o quanto é importante mantê-los assim”, concluiu Trump.

Impactos econômicos

No campo econômico, as negociações se intensificam antes da visita oficial de Trump à China, prevista para abril.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, apresentou um plano para criar um bloco comercial de aliados em minerais estratégicos, buscando reduzir a dependência dos insumos controlados por Pequim.

Leia também: “A esfinge chinesa”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 285 da Revista Oeste

Ao mesmo tempo, as exportações de soja dos EUA atingiram o menor nível em 14 anos por causa das disputas comerciais.

O Ministério do Comércio chinês não se manifestou sobre a promessa de ampliação das compras de soja.

Críticas às negociações entre Trump e Xi

O deputado democrata Ro Khanna, membro do comitê especial da Câmara sobre a China, criticou as negociações.

“Ele (Trump) aponta a compra de soja pela China como prova de progresso, apesar dos volumes ainda estarem abaixo do que eram antes de ele assumir o cargo”, afirmou Khanna. “Ele nada diz sobre a agressividade da China em relação a Taiwan, apoio à invasão da Ucrânia por Putin ou violações de direitos humanos.”

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A China, principal compradora do petróleo venezuelano, tem utilizado essas importações para quitar dívidas com Caracas.

Depois da destituição do ex-ditador Nicolás Maduro, no mês passado, os EUA sinalizaram que Pequim terá de adequar a aquisição de petróleo venezuelano aos termos impostos por Washington.

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