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Canadá recusa acordo com a China depois de ameaça tarifária de Trump

Premiê Mark Carney afirmou que não buscará tratado comercial com Pequim

Mark Carney
Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, declarou que seu governo não pretende firmar um acordo de livre-comércio com a China. A fala ocorreu depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou taxar em 100% os produtos canadenses, caso Ottawa seguisse negociando com Pequim.

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Carney negou qualquer plano de romper os compromissos firmados no tratado comercial com Estados Unidos e México, que exige notificação prévia antes de negociações com economias não mercantis. Segundo ele, o acerto recente com os chineses apenas corrigiu distorções tarifárias em setores afetados nos últimos dois anos.

As relações entre os dois vizinhos norte-americanos ficaram mais tensas nas últimas semanas. Além do impasse com a China, pesaram as articulações de Washington para controlar a Groenlândia.

A pressão econômica começou a subir em 2024, quando o Canadá seguiu os EUA e impôs uma tarifa de 100% sobre carros elétricos chineses, além de taxar aço e alumínio em 25%. Em resposta, Pequim retaliou com tarifas sobre canola, carne suína e frutos do mar canadenses.

Carney confrontou Trump na Suíça

No Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, Suíça, Carney endureceu o tom contra Washington. “O Canadá e os EUA forjaram uma parceria extraordinária”, disse. “O Canadá não existe por causa dos EUA. [Ele] prospera porque somos canadenses. Nosso país é nosso, é o nosso país, é o nosso futuro.”

Em seguida, acusou grandes potências de usarem ferramentas econômicas para subjugar outros países. Também defendeu a autonomia da Groenlândia e reiterou o compromisso do Canadá com a Organização do Tratado do Atlântico Norte.

+ Leia também: “Trump ameaça Canadá com tarifas de 100% caso acordo com a China avance”

A resposta de Trump veio no dia seguinte. Na quarta-feira 21, o republicano afirmou que o Canadá “vive graças aos EUA” e deveria mostrar gratidão. “Lembre-se disso, Mark, da próxima vez que fizer suas declarações”, concluiu.

Mais tarde, revogou o convite que havia feito a Carney para integrar o Conselho de Paz. O governo norte-americano criou o órgão para mediar conflitos no Oriente Médio, especialmente na Faixa de Gaza.

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2 comentários
  1. Oswaldo Galvão Carvalho
    Oswaldo Galvão Carvalho

    já que existe um movimento de separação/emancipação de ALBERTA (do próprio Canadá) – aproveitem e ofereçam o resto do território, muito pouco explorado por sinal, para os USA administrarem, assim o ALASCA fica bem maior. Melhor em tudo para o CANADÁ.
    daí anexar a Groenlândia é só atravessar o mar, FAZENDO DA REGIÃO UMA GRANDE BARREIRA contra ataques vindos da Ásia e do leste Europeu. (nem China, nem Rússia, nem Coreia do Norte para incomodar o Ocidente)
    o Sr. TRUMP tem toda razão.
    Deus salve a América e todos nós deste lado do planeta.

  2. Mário Rosas Filho
    Mário Rosas Filho

    Gostemos ou não as tarifas são uma ferramenta legítima de soft power.

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