O senador de centro-direita Rodrigo Paz, de 55 anos, foi eleito presidente da Bolívia pelo Partido Democrata Cristão (PDC) ao vencer o segundo turno realizado neste domingo, 19. Nascido em 1967 em Santiago de Compostela, Espanha, Paz é filho do ex-presidente Jaime Paz Zamora, que governou o país entre 1989 e 1993.
Sua trajetória política começou em 2002, quando foi eleito deputado. Desde então, atuou em diferentes legendas de centro e centro-direita, chegando ao Senado em 2020. Também foi prefeito de Tarija entre 2015 e 2020. Na eleição de 2025, o PDC o apresentou como candidato com a promessa de “recuperar a institucionalidade e a economia em favor do povo de Bolívia”.
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Durante a campanha, Paz defendeu a chamada “Agenda 50/50”, proposta central de seu plano de governo. O projeto prevê redistribuir o orçamento nacional de forma paritária entre o governo central e as entidades territoriais autônomas, como Estados e municípios. “O Estado central concentra mais de 80% do orçamento geral”, afirma o documento, que propõe uma “redistribuição fiscal justa”.
O plano parte de um diagnóstico que descreve a Bolívia em “terapia intensiva”, afetada por uma “crise multidimensional” que combina problemas econômicos, políticos e judiciais. O texto responsabiliza “duas décadas de desperdício de recursos financeiros, dependência extrativista, centralismo asfixiante e reformas institucionais inconclusas” pela situação atual.

Bolívia elege guinada à direita
Entre os principais eixos de sua proposta estão a descentralização econômica, a profissionalização do setor público e a reconfiguração do sistema judicial. As medidas incluem a criação de um “Fundo de Estabilização Cambial” para unificar o câmbio, uso de tecnologia blockchain nas compras públicas e incentivo à formalização de pequenas empresas. O programa também prevê a revisão do regime penitenciário, políticas ambientais e estímulo à pesquisa e inovação científica.
Em relação à política externa, Paz propõe reaproximação com os Estados Unidos e defende um modelo de cooperação internacional que privilegie investimentos produtivos. Ele afirma que a estabilização financeira não depende de empréstimos do Fundo Monetário Internacional. “Em Bolívia, se não roubam, o dinheiro basta”, declarou o candidato durante a campanha.
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A Agenda 50/50 propõe ainda a criação de empregos em parceria com o setor privado, ampliação do acesso à saúde e educação, combate à corrupção e fortalecimento da segurança pública. O documento também dedica atenção a temas sociais, como igualdade de gênero, proteção animal e inclusão de pessoas com deficiência.
Paz assume o poder em um momento de transição política. Sua vitória encerra quase vinte anos de governos ligados ao Movimento ao Socialismo (MAS), de Evo Morales e Luis Arce, período marcado por forte centralização do Estado e pelo declínio econômico recente. Ao tomar posse em 8 de novembro, o novo presidente enfrentará o desafio de equilibrar descentralização, estabilidade fiscal e reconstrução institucional depois de uma das crises mais longas da história boliviana.
Leia também: “Uma ilha de liberdade na América Latina”, reportagem de Amanda Sampaio e Carlo Cauti publicada na Edição 217 da Revista Oeste









































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Vamos tentar limpar a América do Sul de corruptos e populistas.
Temos que varrer a esquerda de toda América Latina, principalmente no Brasil, prendendo os ladrões e corruptos!!!