O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou, nesta quart-afeira, 27, que, se Donald Trump já fosse o presidente dos Estados Unidos (EUA) no dia 7 de outubro de 2023, os ataques do Hamas “provavelmente não” teriam ocorrido.
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Ele deu a declaração ao podcast de Patrick Bet-David, empresário e criador de conteúdo norte-americano. Ele acrescentou que, se Trump estivesse na Casa Branca naquele período, também “o Irã teria sido mais cuidadoso. É difícil prever com esses maníacos. O Irã teria controle total sobre seus proxy? Talvez.”
Ele também mencionou que, durante uma conversa com Trump, este lhe disse que o sucesso de Israel se devia ao fato de Netanyahu não ter seguido os conselhos de Joe Biden. Trump afirmou que, se Netanyahu tivesse ouvido Biden, a situação seria bem diferente. Netanyahu elogiou Trump por este ir “direto ao ponto.”
Netanyahu afirmou que Israel já entrou em Rafah e reforçou que, mesmo diante de pressões de embargos de armas norte-americanos na gestão anterior, o país “fez o que tinha de fazer”.
Ele destacou ainda: “Israel lutará com suas próprias unhas se for preciso”, comparando a situação de deixar batalhões do grupo terrorista Hamas ativos na cidade a um cenário hipotético em que forças aliadas teriam permitido que unidades nazistas permanecessem em Berlim.
O premiê elogiou a resposta imediata do então presidente Joe Biden depois do massacre, mas afirmou que o apoio começou a se transformar “à medida que a guerra avançava e a vilificação de Israel se acumulava na mídia”. Biden ameaçou interromper o envio de armas para Israel, caso o país entrasse em Rafah.
Netanyahu também refletiu sobre a história do povo judeu, lembrando que, na primeira metade do século 20, os Estados Unidos não eram a potência dominante e que ocorreram os maiores horrores da humanidade: a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto.
“Mas, na segunda metade do século 20, os EUA emergiram como potência dominante, e Israel passou a existir. Nossa história mudou. Não somos mais massacrados impunemente.”
Netanyahu e a segurança de Israel
No podcast, realizado a partir do gabinete de Netanyahu em Jerusalém, ele declarou reconhecer pessoalmente o genocídio armênio, informando que a Knesset aprovou recentemente um projeto que oficializa o massacre como genocídio.
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Por fim, reafirmou a postura firme de Israel diante das ameaças externas, ao realçar que a segurança do país e a defesa de seus cidadãos não dependem de embargos nem de pressões diplomáticas.
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