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Irã fecha Estreito de Ormuz por tempo indeterminado

Medida ocorre em meio à nova escalada do conflito com os Estados Unidos e amplia incertezas sobre o mercado de petróleo

Navio da companhia dinamarquesa Maersk: prejuízos durante fechamento do Estreito de Ormuz | Foto: Reprodução/X
Navio da companhia dinamarquesa Maersk: prejuízos durante fechamento do Estreito de Ormuz | Foto: Reprodução/X

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A Marinha do Irã anunciou no sábado, 11, o fechamento indefinido do Estreito de Ormuz, crucial para o transporte de petróleo, depois de disparar um tiro de advertência contra uma embarcação que navegava em rota não autorizada. A decisão intensifica as tensões entre Irã e Estados Unidos, especialmente após o presidente americano, Donald Trump, revogar um cessar-fogo e a licença para a venda de petróleo iraniano.

A Marinha do Irã anunciou neste sábado, 11, o fechamento por tempo indeterminado do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.

Segundo a mídia estatal iraniana, a decisão ocorreu depois de militares dispararem um tiro de advertência contra uma embarcação que, de acordo com Teerã, tentou navegar por uma rota não autorizada.

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Irã
O estreito de Ormuz é um pedaço de oceano relativamente estreito entre o golfo de Omã ao sudeste e o golfo Pérsico ao sudoeste | Foto: Reprodução/ WIkipedia

O anúncio amplia a tensão entre Irã e Estados Unidos e aumenta as incertezas sobre o abastecimento global de petróleo. O Estreito de Ormuz concentra cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.

Conflito aumenta pressão entre Washington e Teerã

Horas antes do anúncio, o líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou que a vingança pela morte de seu pai, Ali Khamenei, representa “uma demanda da nação” e que “certamente deverá” acontecer.

Nesta semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou encerrado o cessar-fogo entre os dois países e revogou a licença que permitia a venda de petróleo bruto iraniano.

O presidente dos EUA, Donald Trump | Foto: Reprodução/X
O presidente dos EUA, Donald Trump | Foto: Reprodução/X

Na sexta-feira, Trump afirmou que Washington concordou em manter negociações com Teerã, mas deixou claro que o cessar-fogo havia chegado ao fim.

“A República Islâmica do Irã nos pediu para continuar as negociações. Concordamos em fazê-lo, mas os Estados Unidos afirmaram a eles, em termos inequívocos, que o cessar-fogo acabou”, escreveu o presidente americano na rede Truth Social.

Segundo o Ministério da Saúde do Irã, ataques americanos realizados na quarta-feira, 8, e na quinta-feira, 9, deixaram ao menos 17 mortos e 115 feridos. Não houve registro de novos bombardeios na sexta-feira nem neste sábado.

O governo iraniano também advertiu que poderá deixar de cumprir o memorando de entendimento firmado com os Estados Unidos para encerrar o conflito caso Washington continue descumprindo os compromissos assumidos.

Em declaração reproduzida pela televisão estatal, o representante do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU), Amir Saeid Iravani, afirmou que Teerã não se considerará obrigado a cumprir o acordo se os Estados Unidos mantiverem as violações do entendimento.

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