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Macron amplia arsenal nuclear diante de escalada no Oriente Médio

Presidente francês anuncia aumento de ogivas e autoriza envio temporário de aeronaves nucleares a aliados

Presidente da França, Emmanuel Macron | Foto: Reprodução/Flickr/International Labour Organization
Macron ressaltou que Paris manterá controle exclusivo sobre qualquer decisão de uso de armas nucleares | Foto: Reprodução/Flickr/International Labour Organization

O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou que ampliará o arsenal nuclear do país. O discurso ocorreu na base de submarinos de Île Longue, reduto estratégico da força de dissuasão do país.

Macron afirmou que a modernização e o reforço das ogivas se tornaram essenciais diante do cenário internacional. A decisão ganhou força depois do ataque dos Estados Unidos (EUA) e de Israel ao Irã no último sábado, 28.

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Líderes do continente questionam a previsibilidade do apoio norte-americano aos aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte e, por isso, aceleraram o debate europeu sobre autonomia estratégica, conforme informações da Agence France-Presse e Associated Press.

Nova estratégia nuclear francesa

Macron declarou que ordenou aumento no número de ogivas nucleares. Ele não informou quantas serão adicionadas ao estoque atual, hoje estimado em menos de 300 unidades.

Ogivas nucleares constituem a parte final de um míssil ou bomba que carrega material físsil, como urânio ou plutônio. Esse componente concentra a carga explosiva responsável por liberar energia destrutiva por meio de fissão ou fusão nuclear.

Leia mais: “Israel diz ter matado chefe de inteligência do Hezbollah

Segundo Macron, a responsabilidade da França consiste em preservar a capacidade de destruição assegurada. A França ocupa posição singular como única potência nuclear da União Europeia. O chefe de Estado também autorizou o envio temporário de aeronaves com capacidade nuclear a países aliados. A medida integra nova arquitetura de dissuasão europeia.

O presidente ressaltou que Paris manterá controle exclusivo sobre qualquer decisão de uso de armas nucleares. Negociações ocorrem com Alemanha, Polônia, Holanda, Bélgica, Grécia, Suécia e Dinamarca. O Reino Unido, embora fora da União Europeia, mantém coordenação estratégica com a França.

Os dois países firmaram declaração conjunta que permite alinhamento operacional entre suas forças nucleares. O chanceler alemão, Friedrich Merz, confirmou conversas preliminares sobre eventual cooperação aérea.

Nos bastidores, diplomatas avaliam que Paris tenta ocupar espaço estratégico diante da instabilidade transatlântica. Macron encerrou o discurso ao reforçar que a decisão final sobre o uso de armamento nuclear continuará exclusiva do presidente francês.

Leia mais: “‘Nós definimos os termos’, diz Hegseth sobre guerra contra o Irã

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