A partir desta sexta-feira, 5, entra em vigor a inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas estrangeiras dos Estados Unidos.
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Com essa medida, o governo norte-americano amplia o combate às principais facções criminosas do Brasil.
O país confere às agências de inteligência, como a CIA e as Forças Armadas, respaldo legal para intensificar o monitoramento e restringir o fluxo financeiro dos grupos.
Possíveis impactos da decisão dos EUA no setor financeiro

De acordo com a legislação dos EUA sobre financiamento ao terrorismo, bancos e empresas podem sofrer sanções por vínculos, mesmo que indiretos, com organizações classificadas como terroristas. Isso pode impactar instituições internacionais conectadas ao PCC e ao CV.
Além disso, o reconhecimento provoca novos desafios diplomáticos, já que o governo Lula e integrantes do Judiciário expressaram “preocupação” quanto à “soberania nacional” e à possibilidade do que seria interferência estrangeira a partir desse enquadramento.
Autoridades brasileiras argumentam que a legislação interna não considera PCC nem CV como terroristas, pois a Lei Antiterrorismo, de 2016, define terrorismo como atos motivados por xenofobia, preconceito racial ou religioso, com o objetivo de causar terror social.
Leia também: “O duro recado de Washington ao Brasil”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 324 da Revista Oeste
A cooperação entre Brasil e Estados Unidos para enfrentar o crime organizado esteve em pauta em reuniões entre Lula e Donald Trump realizadas em dezembro e janeiro. À época, os líderes discutiram ações conjuntas contra lavagem de dinheiro e tráfico internacional de armas.






































E agora, José….