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Chefe militar dos EUA vai à Venezuela discutir plano de Trump

O general Dan Caine desembarcou em Caracas no mesmo momento em que a presidente interina viajava para a Índia

general Dan Caine venezuela
O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, General Dan Caine, desembarcou em Caracas na última quarta-feira, 3. A autoridade militar norte-americana abriu conversas com integrantes do governo interino venezuelano focadas na segurança da região. O oficial comanda a aplicação do projeto de transição desenhado pelo presidente Donald Trump para reestruturar o país vizinho.

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A viagem inédita ocorreu logo que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, deixou o território nacional. Ela iniciou uma agenda de compromissos de cinco dias na Índia. O país asiático ocupa o posto de segundo maior comprador do petróleo da Venezuela, posicionando-se logo atrás dos próprios Estados Unidos na lista de importações.

Secretário de Estado detalha metas para o país

O governo norte-americano detalhou as etapas da intervenção na mesma semana da visita militar. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, apresentou as diretrizes a uma comissão da Câmara dos Deputados. Rubio explicou que o plano exige uma transição rigorosa dividida em três partes distintas: estabilização, recuperação e a realização de eleições.

A estratégia da Casa Branca ganhou força com a destituição e a captura de Nicolás Maduro por forças norte-americanas. O secretário ponderou que o futuro democrático depende de votações justas, mas descartou marcar o pleito de forma imediata. O governo dos EUA condicionou o agendamento da votação à reconstrução prévia da estrutura institucional básica do país.

Plano exige imprensa livre e novos partidos

A fase de recuperação fixada pelos norte-americanos impõe exigências para a Venezuela. O projeto determina o surgimento de veículos de imprensa independentes, o registro de novos partidos políticos e a montagem de um conselho eleitoral renovado. A avaliação em Washington revela que apontar datas sem essas condições administrativas seria inútil.

O secretário de Estado pediu paciência aos deputados norte-americanos sobre os prazos de execução do programa de segurança. Ele argumentou que o período de cinco meses ainda é curto para reerguer uma nação fragilizada por crises acumuladas. O objetivo final fixado pela gestão de Donald Trump é a entrega do poder por meio de uma votação multipartidária livre.

Leia também: “Porta-voz de Trump diz que Brasil precisa ser mais rigoroso contra PCC e CV”

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3 comentários
  1. David S
    David S

    Está na hora destes ditadores de plantão tomarem uns arrochos…..

  2. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    Branca de Neve e alguns anões passeiam em Washington. Dao esticadinha a Nova para compras.

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