publicidade
Mundo

Itamaraty desencoraja viagens para Líbano e Israel depois de bombardeiro

O governo brasileiro disse que acompanha 'com grave preocupação' a escalada de tensões no Oriente Médio

Itamaraty se pronuncia sobre conflito entre Israel e Líbano
Itamaraty emitiu uma nota neste domingo | Foto: A. C. Moraes/Wikimedia

O Ministério das Relações Exteriores emitiu uma nota, neste domingo, 25, em que desencoraja viagens ao Líbano e a Israel. A pasta alega que a escalada de tensões entre os dois países causa perigo aos turistas.

No domingo, Israel realizou um ataque com cem caças aéreos e bombardeou cerca de 40 locais na fronteira como medida preventiva. As Forças de Defesa de Israel (FDI) divulgaram a informação.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste

“O governo brasileiro acompanha, com grave preocupação, a escalada de tensões observada, na última madrugada, no Líbano e em Israel, com ataque israelense contra alvos no sul do Líbano e lançamento de foguetes pelo Hezbollah contra o território israelense”, informa a nota.

No comunicado, a pasta não se referiu ao Hezbollah como grupo terrorista.

O Itamaraty pediu máxima contenção às partes envolvidas, o que visa a evitar a intensificação das hostilidades e a propagação do conflito pelo Oriente Médio. Além disso, o ministério desaconselhou viagens para a região e deu orientações para a comunidade brasileira no Líbano, por meio da Embaixada em Beirute.

Israel justificou os ataques ao afirmar que a área atingida servia como base de “longa escala” para ataques do Hezbollah, grupo terrorista apoiado pelo Irã e com sede no Líbano. Os terroristas estariam preparando lançamentos de mísseis e foguetes contra Israel.

Hezbollah ataca Israel

Depois do ataque, o Hezbollah respondeu com o lançamento 320 foguetes e drones. O grupo terrorista informou que as acusações de Israel sobre um ataque iminente eram “infundadas”.

O Hezbollah faz parte do Eixo de Resistência, uma aliança apoiada pelo Irã que inclui o grupo terrorista Hamas, com base na Faixa de Gaza. Os ataques entre Israel e Hezbollah resultaram na morte de três pessoas, o que inclui dois terroristas do Hezbollah e um soldado israelense.

Leia também: “Por que devemos lutar pelo direito de criticar o Islã”, artigo de Brendan O’Neill, da Spiked, publicado na Edição 231 da Revista Oeste

A recente escalada é vista como uma resposta à morte do comandante militar do Hezbollah, Fu’ad Shukr, em julho. No mesmo dia, o líder político do Hamas, Ismail Haniyeh, foi morto em Teerã. Israel não reivindicou oficialmente a responsabilidade pelas mortes.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reafirmou o compromisso de proteger o país, o que resultou em cancelamentos de voos e atividades de lazer na capital de Israel, Tel-Aviv. O principal aeroporto do país, Ben Gurion, registra longos atrasos.

Leia também:

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade