Em meio ao acordo de cessar-fogo com Israel, o grupo terrorista Hamas voltou a atacar as ruas da Faixa de Gaza. O alvo agora, porém, são facções palestinas rivais. De acordo com a imprensa internacional, o objetivo é eliminar dissidências e reafirmar seu poder no território.
Com a retirada parcial das tropas israelenses, o Hamas voltou a governar parte da Faixa de Gaza. Nomeou autoridades municipais, reabriu estradas e iniciou a limpeza de escombros. Paralelamente, lançou operações contra clãs dissidentes.
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A repressão, no entanto, ameaça o plano de paz do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prevê o desarmamento do Hamas e a criação de um governo tecnocrata. Vídeos de execuções públicas circularam nas redes, mostrando o avanço sobre milícias locais, como os clãs Abu Shabab, Doghmosh e Al-Majaida, acusados de colaborar com Israel e praticar contrabando, tráfico e saques.
Hamas reforça domínio na Faixa de Gaza
O Hamas tenta mostrar que, mesmo depois da guerra que devastou Gaza, ainda mantém controle militar e político na área. A crise interna complica o plano de paz de Trump, que previa o desarmamento do Hamas em uma segunda fase.
As negociações travaram pela demora na devolução dos corpos de reféns israelenses. O Hamas admite desarmamento parcial, mantendo armas “defensivas”. Segundo as Forças de Defesa de Israel, o grupo ainda conta com cerca de 20 mil combatentes e mantém parte da rede de túneis e foguetes.
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“As execuções de membros de clãs rivais do Hamas visam a ressaltar para o mundo e para os cidadãos de Gaza que o Hamas é o grupo mais forte no território e tem o poder de dissuadir grupos que possam ter alguma cooperação com Israel”, disse Michael Milshtein, especialista em estudos palestinos da Universidade de Tel-Aviv, ao jornal O Estado de S. Paulo. Segundo ele, o grupo “não vai se desarmar totalmente e está ressaltando isso”.
As unidades Sahm e Rad‘a executaram dezenas de milicianos e apreenderam armas e dinheiro. Em uma mensagem no Telegram, a unidade Sahm afirmou que “não teria misericórdia com agentes que roubaram comida do povo de Gaza”.
Depois de pressão de Trump, o grupo terrorista parou de divulgar imagens das execuções, mas analistas afirmam que as operações continuam. Alguns clãs têm vínculos com Israel, o Fatah e até o Estado Islâmico. O clã Abu Shabab, baseado em Rafah, tentou se apresentar como alternativa ao Hamas.
“O Hamas é mais forte que todos”, continuou Milshtein. “Se Israel se retirar de Rafah, o Hamas vai entrar e fazer o mesmo que fez na cidade de Gaza.”
Trump reforça pressão e supervisiona cessar-fogo
As ofensivas do Hamas e novos confrontos com Israel colocam em dúvida o envio de tropas internacionais. O Centro de Coordenação Civil-Militar, em Kiryat Gat, avalia a criação de uma força com soldados do Golfo, do Egito, da Jordânia, da Turquia e da Indonésia.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, se opõe à entrada de forças turcas e da Autoridade Palestina em Gaza. Trump, por outro lado, tenta impedir que Israel retome a guerra.









































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