O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, visitou nesta quarta-feira, 10, a Base Naval de Guantánamo, em Cuba, e elevou o tom contra o governo cubano. Durante encontro com militares norte-americanos, ele afirmou que Washington está preparado para responder a qualquer cenário envolvendo a ilha.
Hegseth também fez um alerta direto a Havana. Segundo ele, seria um erro o governo cubano tentar adquirir armamentos capazes de atingir a Base de Guantánamo ou o território dos EUA. O secretário afirmou que uma medida desse tipo provocaria uma confrontação que Cuba não teria condições de enfrentar e usou como exemplo a Venezuela.
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Pressão sobre Havana
A visita ocorre em meio ao aumento da pressão do governo do presidente Donald Trump sobre o regime cubano. Nos últimos meses, autoridades norte-americanas intensificaram sanções econômicas e medidas de restrição contra a ilha.
Segundo o Pentágono, Hegseth viajou a Guantánamo para se reunir com tropas norte-americanas estacionadas na base. O secretário também cumprirá agenda em Tampa, na Flórida, onde fica o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos.
.@SECWAR joined our warriors at Guantánamo Bay for morning PT. pic.twitter.com/4y8Ja9n2gG
— DOW Rapid Response (@DOWResponse) June 10, 2026
A visita ocorre menos de duas semanas depois de o comandante das forças norte-americanas para a América Latina, general Francis Donovan, visitar Guantánamo e se reunir com um militar cubano na área da base. Em maio, o diretor da CIA, John Ratcliffe, também esteve em Havana.
Durante o discurso aos militares, Hegseth afirmou que o Departamento de Defesa fornecerá a Trump todas as opções necessárias caso a situação com Cuba se agrave. Ele também declarou que os EUA pretendem reforçar sua influência no continente norte-americano.
Tensões entre EUA e Cuba
O governo norte-americano afirma ter preocupação com a aproximação de Cuba com países como Rússia e Irã. Autoridades dos EUA também demonstraram preocupação com informações de inteligência sobre possíveis capacidades militares da ilha, embora detalhes não tenham sido divulgados oficialmente.
A ilha também enfrenta uma crise econômica e humanitária cada vez mais grave. O bloqueio do recebimento das remessas de petróleo, ordenado pela Casa Branca, tem sobrecarregando a rede elétrica e o sistema de transporte de Cuba e contribuindo para apagões frequentes e generalizados.
O governo cubano, por sua vez, tem alertado que qualquer ação militar contra a ilha poderia gerar graves consequências para ambos os países.
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