A escolha do vice-presidente JD Vance para liderar as negociações entre Estados Unidos (EUA) e Irã em Islamabad, Paquistão, foi uma demonstração da intenção do governo norte-americano de chegar a um acordo para colocar fim à guerra, iniciada em fevereiro último. Ex-senador por Ohio, Vance, de 41 anos, representa, entre os republicanos, a corrente que em geral é contrária a novas guerras.
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Ciente deste perfil, o presidente Donald Trump acreditou que o seu vice-presidente teria a abertura suficiente para ouvir a proposta iraniana. Segundo relato publicado pelo The Guardian, Trump disse: “Ele era, eu diria, filosoficamente um pouco diferente de mim… Acho que talvez eu estivesse menos entusiasmado em ir.”
Vance, no entanto, declarou, antes, de embarcar, que não irá deixar de lado os interessses dos EUA. “Se os iranianos estiverem dispostos a negociar de boa-fé, certamente estamos dispostos a estender a mão aberta”, afirmou o vice-presidente, para os jornalistas. “Se tentarem nos enganar, vão descobrir que a equipe de negociação não será tão receptiva.”
Vance, na entrevista, ressaltou que o presidente havia dado “diretrizes bastante claras” sobre como conduzir as negociações.
JD Vance era reticente em relação a conflito com o Irã
Não houve também objeção por parte do regime iraniano, que mantém a percepção de que Vance é um interlocutorpragmático, e cálculos políticos dentro do governo de Donald Trump. Em 2024, Vance já havia afirmado que um conflito com o Irã seria “uma enorme distração de recursos” para os EUA.
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A negociação em Islamabad representa o primeiro encontro de tão alto nível entre autoridades americanas e iranianas desde a Revolução Islâmica de 1979. Neste sábado, 11, quando tiveram início as conversas, já foi iniciada a terceira rodada de negociações, que duram mais de 10 horas. O impasse em relação à liberação do Estreito de Ormuz, por parte do Irã, ainda não foi superado.






































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