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Em tensão com os EUA, Venezuela reforça fronteira com Colômbia

País do ditador Nicolás Maduro mobiliza 15 mil soldados, drones e navios para patrulha fronteiriça

Maduro liberta 10 presos Venezuela
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro | Foto: RS/Fotos Públicas

Depois de um aumento nas tensões próximas à fronteira com a Colômbia e do envio de navios de guerra dos Estados Unidos, a Venezuela decidiu reforçar a vigilância em suas águas e fronteiras terrestres. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, anunciou nesta semana uma operação que utilizará navios, drones e um contingente de 15 mil militares.

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O plano prevê patrulhamento em cerca de um terço da fronteira venezuelana com a colombiana, além de monitoramento das águas ao norte do país. Padrino López detalhou que a ação mobiliza também 60 Unidades de Reação Rápida e inclui pontos de atendimento à população, exploração, vigilância e operações fluviais, principalmente no Catatumbo e no Lago de Maracaibo.

“Teremos um importante destacamento de drones com diferentes missões, pontos de atendimento ao cidadão, pontos de exploração e vigilância”, explicou o ministro da Defesa. “[Também haverá] Pontos e percursos fluviais com infantaria naval em todos os rios – especialmente em Catatumbo, que deságua no Golfo da Venezuela –, patrulhas navais no Lago de Maracaibo e no Golfo da Venezuela, além de navios de maior porte mais ao norte, em nossas águas territoriais.”

De acordo com Padrino López, os comandantes receberão ordens em breve, e a operação será planejada rapidamente. “Conhecemos o território, conhecemos as condições geográficas e as características dos grupos terroristas, armados e narcotraficantes que operam na fronteira e que pretendem atravessar para o território venezuelano”, disse.

Pressão dos EUA, resposta da Venezuela e tensão na fronteira

Presidente dos EUA, Donald Trump | Foto: Isac Nóbrega/PR
Presidente dos EUA, Donald Trump | Foto: Isac Nóbrega/PR

Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia determinado o deslocamento de três navios de guerra para a costa da Venezuela. Segundo ele, a medida que reúne aproximadamente 4 mil marinheiros e fuzileiros faz parte de ações contra o narcotráfico na América Latina.

No dia 7 deste mês, os Estados Unidos aumentaram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à prisão ou à condenação do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. O governo norte-americano alega que ele oferece riscos à segurança nacional e o acusa de envolvimento com narcotráfico, armas e explosivos, além de ligação com o chamado Cartel de Los Soles.

Leia também: “Lula empurra o Brasil para o lado errado da história”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição da Revista Oeste

Maduro criticou as operações dos Estados Unidos, as quais classificou como “violação do Direito internacional”. Sua resposta foi convocar 4,5 milhões de milicianos para proteger o território venezuelano. Ela ocorre em meio a conflitos crescentes na Colômbia, onde dissidências das Farc intensificam ações violentas, como um ataque que matou 18 pessoas na semana passada na região de Catatumbo.

Em entrevista recente, o ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello, solicitou ao governo colombiano que atue para manter a paz na fronteira e impeça que grupos criminosos se instalem na região.

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