Depois de um aumento nas tensões próximas à fronteira com a Colômbia e do envio de navios de guerra dos Estados Unidos, a Venezuela decidiu reforçar a vigilância em suas águas e fronteiras terrestres. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, anunciou nesta semana uma operação que utilizará navios, drones e um contingente de 15 mil militares.
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O plano prevê patrulhamento em cerca de um terço da fronteira venezuelana com a colombiana, além de monitoramento das águas ao norte do país. Padrino López detalhou que a ação mobiliza também 60 Unidades de Reação Rápida e inclui pontos de atendimento à população, exploração, vigilância e operações fluviais, principalmente no Catatumbo e no Lago de Maracaibo.
“Teremos um importante destacamento de drones com diferentes missões, pontos de atendimento ao cidadão, pontos de exploração e vigilância”, explicou o ministro da Defesa. “[Também haverá] Pontos e percursos fluviais com infantaria naval em todos os rios – especialmente em Catatumbo, que deságua no Golfo da Venezuela –, patrulhas navais no Lago de Maracaibo e no Golfo da Venezuela, além de navios de maior porte mais ao norte, em nossas águas territoriais.”
🇺🇸🇻🇪 BREAKING:
— Defence Index (@Defence_Index) August 27, 2025
Venezuelan Defense Minister Vladimir Padrino López announces deployment of Navy ships, UAVs, and river patrols in the Caribbean to counter the U.S. Navy. pic.twitter.com/iMVRfrphtT
De acordo com Padrino López, os comandantes receberão ordens em breve, e a operação será planejada rapidamente. “Conhecemos o território, conhecemos as condições geográficas e as características dos grupos terroristas, armados e narcotraficantes que operam na fronteira e que pretendem atravessar para o território venezuelano”, disse.
Pressão dos EUA, resposta da Venezuela e tensão na fronteira

Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia determinado o deslocamento de três navios de guerra para a costa da Venezuela. Segundo ele, a medida que reúne aproximadamente 4 mil marinheiros e fuzileiros faz parte de ações contra o narcotráfico na América Latina.
No dia 7 deste mês, os Estados Unidos aumentaram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à prisão ou à condenação do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. O governo norte-americano alega que ele oferece riscos à segurança nacional e o acusa de envolvimento com narcotráfico, armas e explosivos, além de ligação com o chamado Cartel de Los Soles.
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Maduro criticou as operações dos Estados Unidos, as quais classificou como “violação do Direito internacional”. Sua resposta foi convocar 4,5 milhões de milicianos para proteger o território venezuelano. Ela ocorre em meio a conflitos crescentes na Colômbia, onde dissidências das Farc intensificam ações violentas, como um ataque que matou 18 pessoas na semana passada na região de Catatumbo.
Em entrevista recente, o ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello, solicitou ao governo colombiano que atue para manter a paz na fronteira e impeça que grupos criminosos se instalem na região.






































Chumbo no ditador