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Depois dos EUA de Trump, Milei anuncia retirada da Argentina da OMS

Presidente argentino criticou a gestão global da pandemia pelo órgão e as instituições multilaterais e defendeu a soberania nacional

O presidente da Argentina, Javier Milei
Ainda não está claro se Milei poderá usar um decreto presidencial ou se precisará da aprovação do Congresso | Foto: Reprodução/Instagram

O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou a retirada do país da Organização Mundial da Saúde (OMS), seguindo uma estratégia similar à adotada por Donald Trump nos Estados Unidos. Manuel Adorni, porta-voz de Milei, confirmou a decisão nesta quarta-feira, 5.

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Em publicação no X, Adorni destacou que o governo argentino entende haver “profundas diferenças sobre a gestão sanitária na pandemia”.

A Casa Rosada, sob a liderança de Gerardo Werthein na chancelaria, instruiu a formalização dos trâmites necessários para a saída do país da organização. A decisão reflete a insatisfação com as medidas globais de confinamento, consideradas por Milei como responsáveis por graves impactos econômicos.

Ainda não está claro se o governo poderá usar um decreto presidencial ou se precisará da aprovação do Congresso. Caso seja por meio da segunda opção, a agenda política pode enfrentar resistência da oposição.

Milei defende a soberania nacional

Vista externa do edifício da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma organização internacional das Nações Unidas localizada em Genebra, Suíça (5/4/2019) | Foto: Shutterstock

Desde o início de sua administração, em janeiro de 2023, Milei já estudava essa medida. Além disso, há discussões sobre a saída do país do Acordo de Paris e a revisão das leis sobre feminicídio no Código Penal argentino, em sinalização a críticas contra acordos multilaterais.

Leia também: “Um ano de Javier Milei”, artigo de Gustavo Segré publicado na Edição 247 da Revista Oeste

Adorni afirmou que a OMS não financia diretamente as ações de saúde pública da Argentina e, por isso, minimizou os impactos imediatos da retirada.

Milei, autor do livro Pandemonics, critica a resposta global à pandemia. Além disso, afirma que os confinamentos causaram uma crise econômica inédita e feriram princípios democráticos. O livro argumenta que houve uma perda de perspectiva mundial.

Leia mais: “Uma cizânia no seio do antitrumpismo midiático”, artigo de Flávio Gordon publicado na Edição 253 da Revista Oeste

O presidente argentino tem sido um crítico das instituições multilaterais. Ele questiona a eficácia do modelo, defende a soberania nacional e argumenta que esses organismos não têm cumprido seus propósitos originais. “Não permitiremos que um organismo internacional intervenha em nossa soberania”, declarou Adorni.

1 comentário
  1. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    O governo argentino está certíssimo, essa ONU tá na mão de comunistas terroristas

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