Um avião com 13 passageiros e dois tripulantes sofreu um acidente fatal na região do Catatumbo, no nordeste da Colômbia, nesta quarta-feira, 28. A informação foi confirmada por um relatório do governo colombiano, que concluiu que não há sobreviventes. Os dados constam em reportagem do El Tiempo, principal jornal do país.
Segundo a Satena, o voo NSE 8849, que fazia a rota entre as cidades de Cúcuta e Ocaña, “perdeu contato com o controle de tráfego aéreo às 11h54”, minutos depois de decolar, às 11h42. A aeronave tinha previsão de pouso por volta das 12h05, o que não ocorreu e motivou o acionamento de protocolos de emergência.
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O local do acidente fica em área montanhosa da Cordilheira dos Andes, descrito pelo jornal como de difícil acesso por causa do relevo acidentado e da vegetação densa. Imagens que circularam nas redes sociais depois do achado mostram o fuselagem entre arbustos.
O acidente ocorreu em um território marcado por conflitos armados entre o grupo guerrilheiro Exército de Libertação Nacional e dissidências das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). De acordo com El Tiempo, fontes do governo não descartam que o contexto de violência na região seja considerado nas apurações.
#ATENCION ||No hay sobrevivientes, en imágenes los primeros respondientes llegaron al lugar de la tragedia aérea en Curasica. La emergencia enluta a Norte de Santander #Satena #DiogenesQuintero #Satena pic.twitter.com/ZZB2bTYXrN
— Dolly Xiomara Niño (@DOLLYXIOMARA) January 28, 2026
Deputado está entre as vítimas de acidente na Colômbia
Entre os mortos está o deputado federal Diógenes Quintero, de 36 anos. Ele ocupava um dos “assentos da paz”, vagas no Congresso colombiano criadas depois do acordo firmado com as Farc, em 2016, para garantir representação política a regiões mais afetadas pelo conflito armado.
Segundo a sucursal colombiana do jornal El País, Quintero construiu sua trajetória ligada à defesa de direitos humanos em Catatumbo e atuou publicamente contra a violência de grupos armados ilegais na região. Aliado do governo do presidente Gustavo Petro, defendia a proteção da população civil e a implementação de políticas de paz.
Leia também: “Imprudência no ar”, reportagem de Fábio Bouéri e Lucas Cheiddi publicada na Edição 256 da Revista Oeste









































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