Uma ofensiva militar na Colômbia resultou na morte de 28 guerrilheiros em uma semana. Entre os alvos dos bombardeios promovidos pelas Forças Armadas colombianas estão dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e menores de idade suspeitos de ligação com grupos guerrilheiros e com o tráfico de cocaína.
A operação, autorizada pelo presidente e ex-guerrilheiro Gustavo Petro, ocorre em meio às cobranças dos Estados Unidos para que o país se empenhe no combate ao narcotráfico.
Receba nossas atualizações
+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste
De acordo com a Defensoria Pública, a operação na região amazônica do sul do país teria deixado seis adolescentes mortos.
“Tudo isso é lamentável”, afirmou a defensora pública Iris Marín à agência AFP. “É a guerra em seu desdobramento doloroso e desumano, afetando os mais vulneráveis: menores recrutados devido à falta de proteção e hoje transformados em alvos militares.”
Governo da Colômbia enalteceu operação
Pedro Arnulfo Sánchez, ministro da Defesa da Colômbia, destacou que “o ataque foi extremamente preciso e atingiu o alvo pretendido”.
O presidente Petro afirma que as forças de segurança utilizam todos os recursos disponíveis para combater os grupos armados, ao mesmo tempo em que critica o governo dos EUA por não conseguir conter o consumo interno de drogas.
Petro também enfrenta sanções dos Estados Unidos, aplicadas pelo governo Trump, que o acusou de não agir com rigor contra os cartéis de drogas. O presidente Donald Trump chegou a chamá-lo de “chefão do narcotráfico”.
Leia também: “A convivência das ONGs com o crime”, reportagem de Loriane Comeli publicada na Edição 296 da Revista Oeste
As duas facções atacadas pelas Forças Armadas seriam lideradas por Iván Mordisco, considerado o criminoso mais procurado do país.
Entretanto, críticos alegam que as organizações cresceram durante a gestão de Petro, que buscou negociar a desmobilização dos grupos.
Na terça-feira 11, Petro anunciou pela plataforma X a suspensão temporária do compartilhamento de informações com agências dos EUA, depois de os ataques norte-americanos a embarcações no Caribe e Pacífico deixarem pelo menos 80 criminosos mortos.
Dois dias depois, Petro reviu a decisão e garantiu a continuidade da cooperação.









































Não entendi. Companheiro matando companheiro???
É verdade, Terta!?….