A Premier League, da Inglaterra, é a competição com maior número de jogadores na Copa do Mundo de 2026. Ao todo, 202 atletas vinculados a clubes ingleses foram convocados para o torneio, o que representa 16,2% do total de 1.248 jogadores chamados.
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O número equivale a um crescimento de 28% em relação à Copa do Mundo de 2022, no Catar, quando 158 jogadores atuavam em clubes da Inglaterra, somando primeira e segunda divisões. A comparação, no entanto, é impactada pela ampliação do formato do torneio, que passou de 32 para 48 seleções.
Mesmo assim, a vantagem em relação às demais ligas permanece significativa. A segunda colocada é a Bundesliga, com 110 jogadores convocados, pouco mais da metade do total inglês. Em seguida aparecem França (89), Espanha (83) e Itália (72).
Na sequência do ranking estão Arábia Saudita (51), Turquia (43), Holanda (39), Estados Unidos (38), Brasil e Portugal (32 cada), Catar (30), Bélgica (27), México (26), Egito (22), República Checa, Irã e África do Sul (20 cada), Escócia (19) e Argentina (18). Ao todo, 70 ligas diferentes estão representadas na Copa do Mundo de 2026.
O levantamento mostra forte concentração entre as principais ligas. As dez primeiras do ranking respondem pela maior parte dos convocados, enquanto 43 campeonatos têm menos de dez jogadores cada. Em alguns casos, a presença é mínima, com apenas um atleta representando ligas como Cazaquistão, Haiti, China, Colômbia e Uruguai.
Entre os clubes, a concentração também é evidente. O Manchester City lidera o ranking global de fornecimento de jogadores para o torneio, com 19 atletas convocados. Um deles é o volante espanhol Rodri, campeão da Eurocopa em 2024 e Bola de Ouro naquele ano. Na sequência aparece o Bayern de Munique, com aproximadamente 17 jogadores, seguido pelo Paris Saint-Germain, que reúne 16 convocados.
O Campeonato Brasileiro registrou um recorde com 32 jogadores convocados por sete seleções diferentes. O número supera a marca anterior, registrada na Copa de 1974, quando 27 atletas participaram do torneio.
Na Copa de 2022, o Brasileirão ocupava a 25ª posição entre as ligas com mais convocados, com apenas sete representantes: Weverton (Palmeiras ); Everton Ribeiro (Flamengo); Pedro (Flamengo); Arrascaeta (Flamengo – Uruguai); Varela (Flamengo – Uruguai); Arboleda (São Paulo – Equador) e Canobbio (Athletico – Uruguai). Agora, a liga ocupa a 10ª posição no ranking global.
Outro destaque é o avanço da Liga Saudita, onde atua Cristiano Ronaldo. Com forte investimento nos últimos anos, o campeonato passou a ter 51 jogadores convocados para a Copa de 2026, contra 35 em 2022. Na edição anterior, a maior parte dos atletas convocados ainda atuava no próprio país.
Copa do Mundo nas ligas domésticas
O levantamento também evidencia que a maioria das seleções depende de jogadores que atuam fora de seus países. Entre as 48 seleções (o maior número em Copas), apenas 11 têm mais da metade dos convocados atuando em ligas domésticas. Catar e Arábia Saudita lideram esse grupo, com 96,2% dos atletas jogando localmente — 25 dos 26 convocados.
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A Inglaterra também apresenta forte retenção interna: 80,8% dos convocados atuam na própria liga nacional. Alemanha (73,1%) e Espanha (65,4%) completam o grupo das principais seleções com maior concentração doméstica.
Na outra ponta, seleções como Bósnia e Herzegovina, Costa do Marfim, Cabo Verde, Curaçao, República Democrática do Congo, Senegal e Uruguai não têm jogadores atuando em suas ligas nacionais, evidenciando o êxodo de atletas para o exterior.
O Brasil aparece com 26,9% dos convocados atuando no país. Dos 26 jogadores da Seleção, sete atuam no futebol brasileiro: Weverton (agora no Grêmio), Alex Sandro (Flamengo), Danilo (Flamengo), Léo Pereira (Flamengo), Lucas Paquetá (Flamengo), Danilo Santos (Botafogo) e Neymar (Santos).






































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