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Com visão socialista, presidente da Colômbia propõe confederação de países latino-americanos

Ao citar 'ideia' de Simón Bolívar, Gustavo Petro defende unificação para a promoção de 'políticas comuns'

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Gustavo Petro: o presidente de esquerda da Colômbia quer unir países da região latino-americana | Foto: Reprodução/Wikimedia

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, propôs a criação de uma confederação de nações latino-americanas, a Grande Colômbia, que, a exemplo da União Europeia, teria Parlamento, Tribunal de Justiça e até conselho de governo. A proposta foi feita neste sábado, 10, por meio da conta do político na rede social X.

Petro anexou na postagem o mapa do que seria o território da Grande Colômbia. Na proposta, a confederação cobriria, além da atual Colômbia, os vizinhos Venezuela, Equador e Panamá, além de parte da América Central e da Guiana.

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“Teríamos políticas comuns nas matérias propostas pela população”, escreveu o presidente colombiano. Na publicação, Petro afirmou que confederação seguiria uma política comercial voltada para a industrialização, de modo a torná-la um centro do mundo e da América Latina em áreas de energia limpa, conhecimento e infraestrutura.

Gustavo Petro quer uma confederação socialista

A ideia, como lembrou Gustavo Petro, resgata o projeto de Simón Bolívar. De 1819 a 1831, a Grande Colômbia original, criada por Bolívar, uniu os territórios das atuais Colômbia, Venezuela, Equador e Panamá, além de partes do Peru e do Brasil.

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Na prática, o político colombiano admitiu a ideia de implantar uma confederação com viés socialista. A visão de mundo de Bolívar é, por exemplo, a inspiração para o regime implantado pelo ditador Hugo Chávez e que seguiu por quase 13 anos com Nicolás Maduro — tanto que o nome oficial do país passou a ser República Bolivariana da Venezuela. Resultado: indicadores estimam metade da população vivendo na miséria.

Petro integra o Colômbia Humana, partido político que surgiu da União Patriótica. Assim como o PSUV, de Chávez e Maduro, e o PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a União Patriótica integra o Foro de São Paulo.

A proposta de Petro vem na esteira das ameaças feitas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, de uma ação militar na Colômbia.

Depois da captura de Maduro, em ataque deflagrado em Caracas no último fim de semana em Caracas, Trump declarou que a Colômbia é governada por um homem “doente”. O republicano acusou Petro de produzir cocaína que é vendida aos Estados Unidos.

Na última quarta-feira, 7, contudo, as trocas de insultos tiveram uma trégua durante a conversa telefônica entre os dois presidentes. Trump anunciou que uma visita de Petro à Casa Branca é aguardada para a primeira semana de fevereiro.

Leia também: “A ditadura sem ditador”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 304 da Revista Oeste

E mais: “Tirania documentada”, por Artur Piva


Revista Oeste, com informações da Agência Estado

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3 comentários
  1. Cassio Fernando França De Negri
    Cassio Fernando França De Negri

    O Petro no mapa se apossou da nossa “cabeça de cachorro”

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