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Economia

Toyota abandona a cultura woke; entenda

Campanha de civis norte-americanos pressionou a empresa a mudar políticas 'progressistas'

A Toyota vai diminuir o ritmo de produção | Foto: Reprodução/Flickr
A Toyota atingiu por 16 anos consecutivos a pontuação máxima no índice de igualdade corporativa da Human Rights Campaign (HRC) | Foto: Reprodução/Flickr

A Toyota, uma das principais montadoras globais, recentemente sofreu pressão para repensar suas políticas de diversidade e inclusão. Isso surgiu depois de uma campanha conduzida por Robby Starbuck, cineasta e ativista conservador, que criticou a empresa por se concentrar mais em iniciativas “woke” do que nos negócios.

Starbuck utilizou suas redes sociais para destacar algumas das práticas da Toyota, incluindo cursos de conscientização, cotas de contratação e financiamento de ONGs “progressistas”. A campanha teve início em 26 de setembro, quando Starbuck divulgou informações sobre as ações da Toyota para se alinhar a demandas politicamente corretas.

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Entre as críticas, Starbuck alegou que a empresa patrocinou um programa de drag queens em um acampamento de verão para crianças que se identificam como LGBT. Além disso, afirmou que a Toyota subsidiou grupos que trabalham para legalizar a mudança de sexo entre menores de idade e apoiou que homens entrem em banheiros e vestiários femininos.

A Toyota atingiu por 16 anos consecutivos a pontuação máxima no índice de igualdade corporativa da Human Rights Campaign (HRC). A colaboração com a HRC foi tão intensa que a montadora financiou o projeto Time to Thrive Summit, que envolveu o maior sindicato de professores dos EUA ao ensinar fundamentos da ideologia de gênero nas escolas.

A reação da Toyota

No entanto, a recente pressão fez a Toyota reavaliar sua posição. Ao comentar o assunto, Robby Starbuck elogiou a montadora. “Tenho de dar crédito aos executivos por tomarem essa atitude unificadora”, disse. “Não é algo fácil de se fazer, mas estão preparando seus negócios para o futuro adotando a neutralidade corporativa.”

Starbuck acrescentou que “as empresas que adotam a neutralidade vencerão no futuro porque não violam as crenças fundamentais dos consumidores”. David Clossom, comentarista de veículos de imprensa conservadores e diretor do grupo Family Research Council, observou que a iniciativa de Starbuck encontrou apoio porque uma “maioria silenciosa de norte-americanos ficou farta dessa doutrinação”.

Pessoas na parada do orgulho com bandeiras LGBTIQ | Foto: Natalia de la Rubia/Shutterstock
Pessoas na parada do orgulho com bandeiras LGBTIQ | Foto: Natalia de la Rubia/Shutterstock

O poder do ativismo de consumo

Clossom destacou que o ativismo de consumo está se tornando uma ferramenta poderosa, ao afirmar que “os consumidores devem comprar seus valores”. Já Starbuck se ocupa em arrecadar suprimentos para as vítimas das recentes tempestades que atingiram o Sul dos Estados Unidos. Ele celebrou a decisão da Toyota e expressou otimismo.

“O cenário corporativo está rumando rapidamente para a sanidade”, disse Starbuck. “Somos a tendência agora, não a anomalia.”

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