Os preços dos produtos e serviços mais procurados para o Dia dos Namorados registraram alta média de 3,58% nos últimos 12 meses, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). O avanço ficou próximo da inflação geral medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Mercado (IPC-M), que alcançou 4,05% no mesmo período.
O estudo analisou 25 produtos e serviços tradicionalmente associados à comemoração da data e identificou que o principal foco de pressão inflacionária está no setor de serviços. A inflação desse segmento chegou a 6,11%, com destaque para os restaurantes, cujos preços subiram 7,38%.
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Também registraram aumentos expressivos os serviços de salão de beleza (6,68%), teatro (6,65%) e hotel (2,55%). Entre os itens avaliados, apenas os shows musicais apresentaram estabilidade, com variação de 0,06%.

Para o economista do FGV Ibre Matheus Dias, o comportamento dos preços reflete a força da demanda por atividades de lazer e cuidados pessoais.
“O cenário de 2026 mostra uma aceleração clara da inflação de serviços, puxada sobretudo por restaurantes e salão de beleza, refletindo a persistência de pressões salariais e a robustez da demanda por lazer e cuidados pessoais”, afirmou.
Mesmo com a política monetária ainda em patamar restritivo, com taxa de juros elevada, o setor de serviços continua sendo “o principal vetor inflacionário da cesta do Dia dos Namorados”, completou o economista.
Chocolates são o presente de Dia dos Namorados que mais encareceu
Na categoria de presentes, o aumento médio foi mais moderado, de 1,32%. Os maiores reajustes ocorreram em itens ligados a cuidados pessoais e alimentação. Bombons e chocolates tiveram alta de 10,98%, seguidos por xampu, condicionador e creme (7,95%), produtos para barba (6,39%) e sabonete (5,68%).
Alguns produtos, contudo, ficaram mais baratos. As maiores quedas foram observadas em bijuterias (-4,22%), perfumes (-2,83%) e aparelhos celulares (-1,04%).

Segundo Dias, o comportamento dos preços em 2026 difere do observado no ano anterior, quando a valorização do dólar exerceu pressão mais ampla sobre bens e serviços. “O chocolate segue caro por razões estruturais ligadas à oferta de cacau, mas com alta menor do que a registrada em 2025, já que o cenário de oferta, apesar de estar melhorando, ainda está longe de normalizado”, explicou.
Já a deflação dos perfumes e bijuterias sinalizam algum alívio cambial e normalização de estoques.
O levantamento revela que os gastos com experiências e serviços continuam pressionando o orçamento dos consumidores que pretendem celebrar a data, enquanto parte dos presentes tradicionais mostra sinais de acomodação nos preços.





































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