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Economia

Restaurantes e serviços puxam inflação do Dia dos Namorados

Levantamento da FGV mostra alta média de 3,58% nos itens mais procurados para a data; chocolates lideram aumento entre os presentes

dia dos namorados
Dia dos Namorados deve acelerar as vendas do e-commerce, que representam 10% do varejo brasileiro | Foto: Freepik | Foto: Freepik

Os preços dos produtos e serviços mais procurados para o Dia dos Namorados registraram alta média de 3,58% nos últimos 12 meses, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). O avanço ficou próximo da inflação geral medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Mercado (IPC-M), que alcançou 4,05% no mesmo período.

O estudo analisou 25 produtos e serviços tradicionalmente associados à comemoração da data e identificou que o principal foco de pressão inflacionária está no setor de serviços. A inflação desse segmento chegou a 6,11%, com destaque para os restaurantes, cujos preços subiram 7,38%.

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Também registraram aumentos expressivos os serviços de salão de beleza (6,68%), teatro (6,65%) e hotel (2,55%). Entre os itens avaliados, apenas os shows musicais apresentaram estabilidade, com variação de 0,06%.

Produtos e serviços mais caros no Dia dos Namorados
Foto: Montagem Revista Oeste com auxílio do ChatGPT e informações do FGV-Ibre

Para o economista do FGV Ibre Matheus Dias, o comportamento dos preços reflete a força da demanda por atividades de lazer e cuidados pessoais.

“O cenário de 2026 mostra uma aceleração clara da inflação de serviços, puxada sobretudo por restaurantes e salão de beleza, refletindo a persistência de pressões salariais e a robustez da demanda por lazer e cuidados pessoais”, afirmou.

Mesmo com a política monetária ainda em patamar restritivo, com taxa de juros elevada, o setor de serviços continua sendo “o principal vetor inflacionário da cesta do Dia dos Namorados”, completou o economista.

Chocolates são o presente de Dia dos Namorados que mais encareceu

Na categoria de presentes, o aumento médio foi mais moderado, de 1,32%. Os maiores reajustes ocorreram em itens ligados a cuidados pessoais e alimentação. Bombons e chocolates tiveram alta de 10,98%, seguidos por xampu, condicionador e creme (7,95%), produtos para barba (6,39%) e sabonete (5,68%).

Alguns produtos, contudo, ficaram mais baratos. As maiores quedas foram observadas em bijuterias (-4,22%), perfumes (-2,83%) e aparelhos celulares (-1,04%).

Restaurantes e serviços puxam inflação do Dia dos Namorados
Foto: Montagem Revista Oeste com auxílio do ChatGPT e informações do FGV-Ibre

Segundo Dias, o comportamento dos preços em 2026 difere do observado no ano anterior, quando a valorização do dólar exerceu pressão mais ampla sobre bens e serviços. “O chocolate segue caro por razões estruturais ligadas à oferta de cacau, mas com alta menor do que a registrada em 2025, já que o cenário de oferta, apesar de estar melhorando, ainda está longe de normalizado”, explicou.

Já a deflação dos perfumes e bijuterias sinalizam algum alívio cambial e normalização de estoques.

O levantamento revela que os gastos com experiências e serviços continuam pressionando o orçamento dos consumidores que pretendem celebrar a data, enquanto parte dos presentes tradicionais mostra sinais de acomodação nos preços.

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