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Economia

Governo avalia aplicar multa de R$ 13 milhões contra a 123 Milhas

A Secretaria Nacional do Consumidor pode abrir processo administrativo contra a empresa de viagens

123 milhas demissão massa
123 Milhas: fora de programa governamental depois de suspender pacotes promocionais | Foto: Reprodução

O governo federal, por meio da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão do Ministério da Justiça, está avaliando a abertura de um processo administrativo e até mesmo a aplicação de multa contra a 123 Milhas caso a empresa não devolva o dinheiro de consumidores afetados pela suspensão de pacotes de viagens já pagos. Se confirmada, a multa pode chegar a R$ 13 milhões.

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“Mantemos a posição de que a empresa deve ressarcir em dinheiro o consumidor que assim queira”, afirmou o secretário nacional do consumidor, Wadih Damous, durante entrevista à CNN Brasil na tarde deste domingo, 27. Se não houver acordo, a Senacom também pode bloquear a continuidade da venda de pacotes de viagens pelas companhia.

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A 123 Milhas respondeu à cobrança de esclarecimentos feita recentemente pela Senacon e também pediu uma audiência com o órgão para dar mais detalhes sobre a situação. O secretário disse que vai atender ao pedido de audiência. De acordo com ele, o encontro deve acontecer ainda nesta semana.

“Nossa expectativa é que a 123 Milhas apresente um plano que ao menos mitigue, reduza a escala, dos prejuízos aos consumidores”, disse Damous. “Esse é o nosso objetivo, não multar, nem punir, Mas se houver necessidade, vamos fazer.”

Além de multa do governo, 123 Milhas pode ser processada por clientes

donos 123 milhas
Donos da 123milhas compraram a concorrente, MaxMilhas | Foto: Reprodução/123milhas

Caso a empresa 123 Milhas mantenha a posição de ressarcir os clientes com voucher para uso de outros serviços, em vez da devolução dos valores em dinheiro, a alternativa para os consumidores será a abertura de um processo judicial — que é a esfera com capacidade de obrigar a companhia a fazer o ressarcimento.

“Da nossa parte, vamos até a abertura de processo administrativo e sanção por descumprimento do contrato, que é a multa”, complementou o titular da Senacon.

Revista Oeste, com informações da Agência Estado

Leia também: “O Airbnb cresce. O Magalu leva um tombo”, coluna de Bruno Meyer publicada na Edição 178 da Revista Oeste

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