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Economia

Governo Lula anuncia bloqueio de mais de R$ 30 bi e aumento de imposto

Medidas visam a garantir o cumprimento do arcabouço fiscal

Pacote corte de gastos; governo lula
O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad: movimento arriscado, segundo técnicos do próprio governo| Foto: Reprodução/Agência Brasil

O Orçamento de 2025 terá um congelamento de R$ 31,3 bilhões de gastos não obrigatórios, conforme anunciaram os ministros Fernando Haddad, da Fazenda, e Simone Tebet, do Planejamento, nesta quinta-feira, 22. O valor consta do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento enviado ao Congresso a cada dois meses que orienta a execução do Orçamento pelo governo Lula.

Desse total, R$ 20,7 bilhões serão contingenciados temporariamente para cumprir a meta de resultado primário. Embora a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 estabeleça meta de resultado primário zero (nem déficit nem superávit), a equipe econômica considerou o limite inferior de tolerância, que permite déficit de R$ 31 bilhões para este ano.

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Os R$ 10,6 bilhões de gastos discricionários restantes foram bloqueados para cumprir o limite de gastos do arcabouço fiscal, que prevê crescimento dos gastos até 2,5% acima da inflação para este ano. Segundo os ministérios, o bloqueio foi necessário porque o governo terá de abrir crédito de R$ 12,4 bilhões para acomodar o crescimento de gastos obrigatórios.

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O congelamento dos R$ 31,3 bilhões será detalhado no próximo dia 30, quando o governo pretende publicar um decreto presidencial com os limites de empenho (autorização de gastos) por ministérios e órgãos federais.

Haddad justificou o bloqueio dos R$ 10,6 bilhões pelo crescimento dos gastos com a Previdência Social e com o Benefício de Prestação Continuada (BPC), auxílio do governo pago a idosos com 65 anos ou mais e a pessoas com deficiência que não têm renda suficiente para se manter.

“O que está no nosso radar é a questão da Previdência, que ainda é um desafio no Brasil, apesar das reformas feitas, e a questão do BPC”, justificou o ministro. “É um programa que está com alto índice de judicialização. Não é uma competência exclusiva do Poder Executivo, que tem regras de concessão do benefício na forma da Constituição.”

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Em relação ao contingenciamento de R$ 20,7 bilhões, Haddad explicou que a frustração de receitas por parte do governo Lula levou à medida. A principal, ressaltou o ministro, é a insuficiência das medidas para compensar a desoneração da folha de pagamento, aprovadas pelo Congresso no ano passado.

“Esses R$ 20 bilhões do contingenciamento se devem ao fato de que ocorreram algumas circunstâncias posteriores ao encaminhamento do Orçamento”, disse o ministro, que ainda afirmou que não houve a compensação da desoneração da folha, que ficou parada no Supremo Tribunal Federal. “São fatos que precisam ser avaliados.”

“O segundo problema é a paralisação parcial da Receita Federal, que afeta o desempenho da arrecadação.” O ministro acrescentou que a alta da taxa de juros também afetou a arrecadação neste ano, ao provocar a desaceleração da economia.

IOF é elevado para reforçar arrecadação do governo Lula

Na mesma reunião, o governo anunciou alterações nas alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), com entrada em vigor a partir desta sexta-feira, 23. As mudanças afetam diversas modalidades, como crédito, câmbio e seguros, com previsão de arrecadação adicional de R$ 20,5 bilhões em 2025 e R$ 41 bilhões em 2026.

No crédito para pessoas jurídicas, a alíquota total passará de até 1,88% ao ano para até 3,95%. Para empresas do Simples Nacional, operações de até R$ 30 mil passarão de 0,88% para até 1,95% ao ano. Já o Microempreendedor Individual (MEI) terá mantidas as menores alíquotas atualmente aplicadas.

No caso de planos de seguro de vida com cláusula de sobrevivência, como o VGBL, haverá cobrança de 5% para aportes mensais acima de R$ 50 mil, medida que visa a reduzir a utilização desse produto como instrumento de investimento com baixa tributação.

governo lula
Os ministros Simone Tebet (Planejamento) e Fernando Haddad (Fazenda), durante entrevista coletiva depois de apresentarem ao presidente Lula o quadro fiscal do país – 17/06/2024 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

As operações de câmbio também sofreram alterações, com unificação da alíquota em 3,5% para remessas ao exterior com cartões de crédito e débito internacionais, transferências para contas de brasileiros fora do país e empréstimos externos de curto prazo. Operações como exportações, financiamentos rurais e programas sociais continuam isentas ou com alíquota zero.

As autoridades justificaram as medidas como parte do esforço de harmonização entre a política fiscal e a política monetária, com foco em estabilizar a economia, reduzir distorções e ampliar a justiça fiscal.

Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste

9 comentários
  1. ECM
    ECM

    Isso mesmo, diminuindo investimentos na saúde, educação e aumentando impostos. Não se esquecendo de roubar velhinhos e deficientes.

  2. Roberval Cury
    Roberval Cury

    É só qualquer um pesquisar e ver que contigenciamentos são comuns em governos. Não significa bloqueio. Em todos os governos pós democracia houve contingenciamento. Em TODOS. Mas quando coloca a palavra bloqueio, ESTUPIDAMENTE, na frase, tem trouxa que já responde ao apito de cachorro. Impressionante…. 🤦🤦🤦🤷🤷🤦

    1. Ronaldo Pina Cristo
      Ronaldo Pina Cristo

      Trouxa é quem vota em ladrão esperando cervejinha e recebe aumento de imposto.

      1. Roberval Cury
        Roberval Cury

        Vc é ignorante demais. Não tem como perder tempo com pessoas do seu tipo.

  3. Roberval Cury
    Roberval Cury

    É impressionante um cara se dizer jornalista e não saber a diferença entre contingenciamento e bloqueio. Impressionante. Mas, para ser repórter hoje em dia, pelo visto, não é preciso ter estudo nas áreas em quais opina. Confundir contingenciamento com bloqueio é de doer os olhos.

  4. Luiz Pedro Zani
    Luiz Pedro Zani

    🤮🤮🤮🤮🤮🤮🤮🤮🤮🤮🤮🤮🤮🤮🤮🤮

  5. Indignado
    Indignado

    Só nos resta esperar que essa merda de governo acabe logo.

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