publicidade
Economia

Fazenda projeta inflação a 5% em 2025 e vê queda a partir de setembro

Governo confirma que a meta será descumprida novamente neste ano

Banco Central divulgou decisão sobre juros e inflação | Foto: Raphael Ribeiro/BCB
A BMP informou que o ataque comprometeu exclusivamente as chamadas ‘contas reserva’ | Foto: Raphael Ribeiro/BCB

O Ministério da Fazenda revisou para cima a projeção da inflação para o ano de 2025. Segundo o Boletim Macrofiscal de maio, publicado nesta segunda-feira, 19, a nova expectativa para o IPCA é de 5,0%, frente aos 4,9% previstos em março.

O documento informa que “a redução na inflação passa a ser observada de maneira mais regular apenas a partir de setembro”. Com isso, o governo confirma que a meta de inflação será novamente descumprida neste ano.

Receba nossas atualizações

Leia mais notícias de Economia na Oeste

A meta definida pelo Conselho Monetário Nacional para 2025 é de 3,0%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto porcentual. Portanto, o teto permitido é de 4,5%. A projeção atual do governo supera esse limite.

A inflação acumulada em 12 meses até abril foi de 5,5%, resultado influenciado pela aceleração nos preços livres, que subiram de 5,0% para 5,8%. No mesmo período, a inflação de serviços aumentou de 5,3% para 6,0%, enquanto a de bens industriais avançou de 3,2% para 4,1%. No entanto, os preços administrados desaceleraram e passaram de 5,2% para 4,7%.

A inflação de alimentos também teve alta expressiva e subiu de 7,1% para 7,9% entre fevereiro e abril. “Os maiores preços do tomate e de leite e derivados também contribuíram para a alta”, mostra o boletim.

Leia mais:

Em contrapartida, houve deflação em produtos como arroz, feijão, óleo de soja e azeite, favorecida por uma combinação de fatores, entre eles a safra recorde de grãos, que ampliou a oferta interna, e a suspensão temporária de tarifas de importação sobre alguns itens alimentares.

Apesar do cenário inflacionário ainda pressionado, o boletim mostra que a convergência da inflação para a meta ocorrerá de forma mais consistente a partir de 2026. Para esse ano, a estimativa é de 3,6%, dentro do intervalo permitido. A partir de 2027, a expectativa é de alinhamento ao centro da meta.

Inflação deve convergir à meta apenas a partir de 2026

Do lado da atividade econômica, a projeção de crescimento do PIB para 2025 foi ajustada de 2,3% para 2,4%. O boletim destaca que a pequena revisão para cima “está ligada ao melhor desempenho projetado para o ritmo de atividade no primeiro trimestre”, puxado especialmente pela agropecuária, cuja expansão esperada é de 6,3% no ano.

Ainda segundo o relatório, o crescimento do PIB deve desacelerar ao longo do segundo semestre, com menor impulso oriundo do mercado de trabalho e do crédito. “Setores cíclicos tendem a desacelerar nos próximos meses, impactados pelo patamar mais contracionista da política monetária”, diz o documento.

No campo fiscal, o governo reconhece que não cumprirá a meta de resultado primário zero. A projeção mais recente do Prisma Fiscal prevê um déficit de R$ 72,68 bilhões em 2025, o equivalente a 0,58% do PIB.

A estimativa é superior ao limite permitido depois de compensação com precatórios, que permite déficit de até R$ 31,07 bilhões. Portanto, “as projeções de mercado para o déficit primário em 2025 estão acima do limite inferior da meta de resultado primário”, afirma o boletim.

Fernando Haddad
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante café da manhã com jornalistas | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Apesar disso, as expectativas para o desempenho fiscal melhoram. Em janeiro, o déficit projetado era de R$ 84,3 bilhões. A arrecadação das receitas federais também apresentou alta nas estimativas e passou de R$ 2,68 trilhões em janeiro de 2024 para R$ 2,84 trilhões em maio de 2025.

Já a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), cuja projeção chegou a 82% do PIB em dezembro de 2024, foi revisada para 80,3% em maio. O Banco Central registrou a DBGG em 75,9% do PIB em março deste ano.

O boletim ainda ressalta que a taxa Selic foi elevada para 14,75% em maio, em um contexto de política monetária contracionista, com o objetivo de alinhar as expectativas de inflação ao regime de metas.

Leia também: “O empresariado desembarca do governo Lula”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 221 da Revista Oeste

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade