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Economia

Ex-secretário critica aumento de dependência no Bolsa Família

Wagner Lenhart afirma que o sucesso de programas sociais está na emancipação dos beneficiários

Bolsa Família
Lenhart ressalta que a execução do programa ao longo do tempo se distanciou do propósito original | Foto: Roberta Aline/MDS

Wagner Lenhart, ex-secretário Nacional de Gestão de Pessoas e CEO do Instituto Millenium, criticou nesta quarta-feira, 18, a condução atual do Bolsa Família.

Em vídeo publicado em suas redes sociais, Lenhart destaca que o programa, que já contou com apoio de liberais em sua criação, deveria focar na redução da dependência do Estado e não na ampliação do número de beneficiários.

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O ex-secretário argumenta que o Bolsa Família, em seu início, se alinhava a ideias defendidas por economistas liberais como Milton Friedman, por exemplo. O norte-americano via na renda mínima uma forma de garantir condições básicas para quem estivesse em situação de vulnerabilidade.

No entanto, Lenhart ressalta que a execução do programa ao longo do tempo se distanciou do propósito original: “O diabo está nos detalhes e na execução”.

Ele critica a postura do governo federal ao comemorar o crescimento do número de assistidos. Para o CEO, uma iniciativa social deve medir o sucesso pela capacidade de promover a autonomia dos cidadãos.

“Só que a gente sabe que o sucesso, muitas vezes, de um programa social não é o quanto você aumenta as pessoas, mas quantas pessoas saem e quantas pessoas não são dependentes do Estado”, disse o ex-secretário.

O Instituto Millenium busca promover princípios da Sociedade Aberta e fomentar o debate sobre políticas públicas. A fala do ex-secretário reacende discussões sobre os rumos do Bolsa Família e a necessidade de possíveis reformas administrativas no programa.

Bolsa Família surgiu no primeiro mandato de Lula

O Bolsa Família surgiu em 20 de outubro de 2003, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, a Medida Provisória nº 132 criou o programa no âmbito do Fome Zero.

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O Congresso converteu a medida em lei em janeiro de 2004. A iniciativa integra um modelo federalista em que a União coordena as normas, o financiamento e a indução do programa, enquanto Estados e municípios participam da execução.

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