publicidade
Economia

Professor da FGV critica veto da UE à carne brasileira

Daniel Vargas afirmou que decisão europeia mistura barreiras sanitárias e interesses comerciais

Professor da FGV critica veto da UE à carne brasileira
Para Daniel Vargas, a medida reflete pressão de produtores europeus sobre os governos locais para reduzir a concorrência internacional, principalmente da carne brasileira | Foto: Reprodução/Revista Oeste

O professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) Daniel Vargas criticou o veto da União Europeia (UE) às exportações brasileiras de carne e de outros produtos de origem animal durante entrevista ao programa Oeste com Elas nesta segunda-feira, 8.

Segundo Vargas, a decisão europeia envolve interesses econômicos e pressão política de produtores rurais do continente. O veto da UE passará a valer oficialmente em 3 de setembro.

Receba nossas atualizações

Exigências europeias

De acordo com o professor da FGV, o Brasil utiliza um modelo de fiscalização mais dinâmico, baseado em informações prestadas pelos produtores, enquanto os europeus cobram validação burocrática feita pelo Estado. Em um sistema de rastreabilidade individualizada para cada animal exportado.

“A Europa quer saber não só a biografia do boi, mas tudo o que ele consumiu ao longo da vida”, afirmou Vargas.

Para Vargas, o bloco europeu usa regras sanitárias como instrumento de proteção comercial. De acordo com ele, a cadeia de produção da carne brasileira segue os melhores padrões internacionais.

“O Brasil exporta carne para mais de cem países e vende para a Europa há décadas”, afirmou o entrevistado do Oeste com Elas. “Nunca houve um episódio em que a carne bovina brasileira tenha sido identificada em laboratório como ameaça à saúde dos europeus ou de qualquer outro consumidor no mundo.”

Resposta diplomática do Brasil à UE

A UE retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne e produtos de origem animal ao bloco. A medida envolve exigências ligadas ao controle sanitário e ao uso de antimicrobianos na pecuária.

A decisão gerou reação do setor agropecuário, porque ocorreu cerca de um mês depois da entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e UE. A restrição atinge apenas o Brasil. Os demais países do Mercosul continuam autorizados a exportar os produtos.

Leia também: “UE cobra novas garantias do Brasil para rever veto à carne brasileira

Para Vargas, a medida reflete pressão de produtores europeus sobre os governos locais para reduzir a concorrência internacional, principalmente da carne brasileira.

O professor da FGV defendeu a ideia de que o governo brasileiro adote uma resposta diplomática e amplie as negociações com o bloco europeu. Segundo Vargas, o Brasil precisa buscar um padrão de controle sanitário considerado suficiente pelos europeus, mas que também seja viável para a realidade produtiva brasileira, a fim de evitar novos atritos comerciais.

+Leia mais notícias de Economia em Oeste

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.