As grandes redes de farmácias do país registraram o recorde histórico de 1,33 bilhão de atendimentos entre outubro de 2024 e setembro de 2025, conforme dados da Associação Brasileira Redes Farmácias Drogaria (Abrafarma). O indicador reflete uma mudança profunda no perfil desses estabelecimentos. Nos últimos anos, eles consolidaram sua transição de meros pontos de venda para polos de conveniência e cuidados básicos de saúde.
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O volume de assistência prestada à população é massivo. A média estatística sinaliza que cada habitante do país visitou as farmácias cinco vezes no intervalo de um ano.
Mudança de hábito e diversificação do mix
O avanço do setor foi impulsionado principalmente pela expansão dos serviços clínicos e pela diversificação de produtos nas prateleiras. A procura por itens não medicamentosos — como produtos de higiene, cosméticos e conveniência — cresceu 10,13% no período. Essa categoria faturou R$ 35,78 bilhões.
No segmento de remédios, os consumidores também mudaram suas preferências de compra:
- Genéricos: Lideraram o crescimento em medicamentos, com uma alta expressiva de 16,68%.
- Isentos de prescrição: Tiveram avanço de 10,87%, voltados para soluções de saúde cotidianas.
A força dos canais digitais nas farmácias
Além do atendimento físico no balcão, a digitalização se consolidou como um pilar estruturante para os negócios. As vendas online das redes dispararam 48,70%. O comércio eletrônico movimentou R$ 19,56 bilhões e fixou um novo recorde para o setor.
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“O uso intensivo de dados, programas de fidelidade e personalização das ofertas aumentou a frequência de compra e o tíquete médio”, afirma Sergio Mena Barreto, CEO da Abrafarma.
O e-commerce já responde por 17% de toda a receita das redes associadas. No período anterior, a participação digital era de 13%.
Concentração de mercado e empregabilidade
Impulsionado por essa maturidade digital, o faturamento total das redes ligadas à Abrafarma atingiu R$ 113,27 bilhões. O montante representa uma expansão de 13,55%.
Com o resultado, as grandes marcas ampliaram a concentração do mercado nacional. Em apenas dois anos, a participação do grupo na receita geral do varejo farmacêutico saltou de 45,1% para 48%.
Atualmente, o bloco conta com 11.482 lojas espalhadas pelo território nacional, cobrindo cerca de 70% da população brasileira. Para sustentar o crescimento das operações, as empresas expandiram a contratação de pessoal e alcançaram a marca de 218.386 colaboradores diretos.
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