publicidade
Economia

Corte de gastos: haverá impacto 'expressivo', diz Haddad

Ministro da Fazenda omite medidas de contenção e respectivos valores, mas diz que plano está pronto e só depende da palavra final de Lula

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante apresentação em painel do G-20: compromisso com o arcabouço fiscal e espera pela decisão de Lula | Foto: Diogo Zacarias/MF
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante apresentação em painel do G-20: compromisso com o arcabouço fiscal e espera pela decisão de Lula | Foto: Diogo Zacarias/MF

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira, 13, que as medidas de contenção de gastos estão prontas. Seu anúncio, contudo, vai depender da vontade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O chefe da pasta econômica omitiu o impacto do pacote nas contas públicas. Porém, antecipou que o valor é “expressivo”, ao mesmo tempo em que sugeriu a ideia de que o país sentirá efeitos no curto e no médio prazo, pelo menos até 2030.

Receba nossas atualizações

Importante é seguir arcabouço, diz Haddad

“Mais importante do que o número é o conceito que nós utilizamos para fazer prevalecer a lógica de que as coisas devem, todas elas, na medida do possível, ir sendo incorporadas a essa visão geral do arcabouço, para que ele seja sustentável no tempo”, disse Haddad.

Conforme o ministro, o que rege principalmente as medidas é a ideia de fazer com que as despesas sigam primeiramente a mesma regra do arcabouço “ou alguma coisa parecida com isso, mas que atenda ao mesmo objetivo”. 

Ministro evita falar do salário-mínimo

O limite de despesas do arcabouço fiscal é corrigido anualmente pela inflação mais uma taxa real entre 0,6% e 2,5% (o valor preciso se condiciona à variação das receitas).

Haddad negou-se a comentar o futuro do salário-mínimo. Ou seja, se essa política de indexação acompanhará a regra de correção do arcabouço. Se isso ocorrer, o governo conseguiria uma economia de aproximadamente R$ 11 bilhões entre 2025 e 2026.

O ministro informou que sua equipe ainda discute algumas medidas com Lula. “Mas eu não sei se há tempo hábil [para anunciar]. Se o presidente autorizar, anunciamos”. 

Haddad afirmou que o mais importante, depois da autorização de seu chefe, é dar publicidade aos detalhes do que o governo já vem antecipando publicamente.

+ Leia mais notícias de Economia na Oeste

O petista acrescentou que a Fazenda discute com o Ministério da Defesa e os comandantes das Forças Armadas a possibilidade de mudanças nas regras para os militares. “Vamos ver se conseguimos, em tempo hábil, incluir mais algumas medidas no conjunto daquelas que já estão acordadas com os ministérios”.

Veja também:

Leia mais sobre:

2 comentários
  1. Antônio de Padua de Oliveira
    Antônio de Padua de Oliveira

    AO QUE TUDO INDICA, LULA COMEÇA A FRITAR, EM FOGO BRANDO, O MINISTRO HADAD. A QUEDA É INEVITÁVEL. OS RADICAIS DO P.T. ASSIM EXIGEM !!!

  2. Christian
    Christian

    Empurrando com a barriga o que já deveria ter acontecendo desde o início do ano.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade