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A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) considerou "extrema gravidade" as informações da investigação da Polícia Federal sobre a suposta produção de dossiês contra o presidente do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, e a jornalista Malu Gaspar. Os documentos foram encontrados em uma decisão do Supremo Tribunal Federal, relacionados a uma organização criminosa liderada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) classificou como de “extrema gravidade” as informações reveladas pela investigação da Polícia Federal (PF) sobre a suposta produção de dossiês contra o presidente do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, e a jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo.
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Os documentos foram identificados em uma decisão judicial do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito das apurações que envolvem uma organização criminosa que liderada, segundo as investigações, pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, instituição que passou por processo de liquidação em novenbro de 2025, feito pelo Banco Central (BC).
Em comunicado, a entidade afirmou que não há espaço para ações destinadas a intimidar, constranger ou tentar desqualificar pessoas por meio de expedientes desse tipo. “Mais do que atingir indivíduos específicos, essas investidas, voltadas à intimidação de executivos, jornalistas, especialistas e lideranças de instituições, representam uma tentativa de enfraquecer o ambiente de confiança, transparência e segurança no setor financeiro.”
Segundo a Febraban, episódios dessa natureza ameaçam a confiança, a transparência e a segurança necessárias ao funcionamento do sistema financeiro. A federação declarou que seguirá defendendo o respeito às instituições, à liberdade de imprensa, ao Estado de Direito e às decisões tomadas pelas autoridades responsáveis.
Febraban dá apoio ao BC no caso Master
A entidade também declarou apoio à atuação do BC e às medidas adotadas para preservar a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional, incluindo iniciativas relacionadas à governança e ao funcionamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
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Para a Febraban, eventuais práticas que comprometam a integridade do sistema devem ser investigadas e, caso comprovadas, seus responsáveis precisam ser punidos. “Qualquer conduta que coloque em risco a integridade do sistema deve ser apurada e, quando comprovada, punidos os responsáveis.”
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