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Economia

Boletim Focus: economistas voltam a prever queda da Selic em 2026

Semana passada, o Copom decidiu manter a taxa básica de juros em 15%, patamar que deve se sustentar até o fim do ano

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As estimativas para os principais indicadores econômicos de 2025 e 2024 seguiram inalteradas em relação ao relatório anterior | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, 22, trouxe revisão para baixo na projeção da taxa Selic de 2026. Os analistas do mercado agora estimam que a taxa básica de juros encerre o próximo ano em 12,25%, abaixo da previsão anterior de 12,38% registrada na semana passada.

Na última quarta-feira 17, o Copom decidiu manter a taxa básica de juros em 15%, patamar que deve se sustentar até o fim do ano, segundo economistas. A reunião do Copom interrompeu um ciclo de alta da Selic, que atingiu seu maior patamar em 19 anos em julho.

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O Banco Central afirmou que a decisão de frear as altas da taxa de juro “é compatível com a estratégia de convergência da inflação”.

As estimativas para os principais indicadores econômicos de 2025 e 2024 seguiram inalteradas em relação ao relatório anterior.

Segundo César Bergo, economista e professor da Universidade de Brasília, a projeção para a Selic em 2026 é o dado mais relevante do boletim, pois contribui para o controle da inflação.

O Boletim também traz projeções sobre inflação e câmbio

Em relação à inflação, as projeções apontam que o IPCA deve encerrar o ano com variação de 4,83%.

O índice registrou deflação em agosto, depois de 12 meses de alta acumulada de 5,13%. O Banco Central mantém como meta central 3%, sendo considerado fora do limite se a inflação se mantiver fora da faixa de 1,5% a 4,5% durante seis meses consecutivos.

Leia também: “O impacto do IOF chegou à previdência privada”, coluna de Carlo Cauti, publicada na Edição 287 da Revista Oeste

Em relação ao câmbio, a expectativa dos analistas é de que o dólar encerre o ano cotado a R$ 5,50, repetindo a projeção da semana anterior, depois de quatro semanas de elevação contínua.

Para Bergo, essa estabilidade do câmbio pode colaborar para conter a inflação doméstica.

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1 comentário
  1. Marcio Yukio Katsuki
    Marcio Yukio Katsuki

    Esse boletim Focus é confiável? Como que temos uma economia que não cresce, milhões de pessoas aderindo aos programas sociais do desgoverno federal, impostos que só aumentam, a gastança do governo a lavonté, e é óbvio que não tem inflação, afinal não há dinheiro para o consumo. Os dados apresentam por esses boletins, IBGE, etc, não refletem a realidade do Brasil.

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