A interrupção prolongada de energia em São Paulo elevou os prejuízos do varejo e dos serviços locais a R$ 1,65 bilhão, conforme estimativas da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O apagão afetou fortemente a rotina de empresários e trabalhadores da maior cidade do país.
De acordo com a FecomercioSP, o setor varejista paulistano já acumula perdas de R$ 536 milhões, enquanto os serviços registram R$ 1,1 bilhão em faturamento não realizado.
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Os cálculos da entidade consideram que, nos fins de semana, o comércio movimenta em média R$ 1,1 bilhão por dia, e o setor de serviços alcança R$ 2,3 bilhões.
A ausência de energia resultou em lojas, mercados, restaurantes e farmácias fechados, além de dificuldades no acesso à internet.
Impactos diretos no comércio e nos serviços
Segundo a FecomercioSP, desde a sexta-feira 13, a entidade manteve contato com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a prefeitura, cobrando da Enel o restabelecimento imediato do fornecimento.
A Federação criticou a recorrência dos cortes e reforçou que a situação é insustentável para a cidade.
FecomercioSP reclama da reincidência
A entidade destacou que muitas empresas recorrem a geradores, contratação de equipe extra e compra de combustíveis para manter as operações, o que eleva ainda mais os custos.
A falta de energia também compromete o abastecimento de água, pois prédios do centro dependem de bombas elétricas.
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Para a FecomercioSP, o atual cenário escancara a necessidade de debater uma reforma administrativa nacional, já que, mesmo com alta arrecadação, os governos não têm conseguido garantir serviços essenciais.
“É inaceitável que a maior metrópole brasileira sofra com constantes cortes de energia, como vêm acontecendo nos últimos meses”, disse a FecomercioSP em comunicado à imprensa. “Pior do que isso, a cidade não pode ficar tanto tempo sem eletricidade em meio a esses episódios”.
“A falta desse serviço básico acarreta problemas significativos para a população e prejuízos enormes ao empresariado”, completou a Federação.




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