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Porta-aviões pode acabar abandonado em alto mar no Brasil

Vendido pela Marinha Brasileira para uma empresa turca, o navio não recebeu autorização para atracar em portos do país

Porta-aviões São Paulo
Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Vendido pela Marinha Brasileira para uma empresa turca por R$ 10,6 milhões em agosto, o porta-aviões São Paulo deixou a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, rumo à Turquia, onde seria desmanchado e vendido como sucata. A companhia arrecadaria cerca de R$ 100 milhões.

Dias depois do início da viagem, contudo, o governo turco cancelou a autorização para importação do porta-aviões, por causa da falta de informações precisas sobre a quantidade de amianto a bordo. A substância cancerígena é banida de grande parte do planeta. Diante da decisão, a embarcação precisou retornar ao Brasil.

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Em território brasileiro, no entanto, o navio está em alto mar porque não recebeu autorização para atracar em portos do país.

Os compradores do porta-aviões, que atualmente está parado na costa pernambucana, pediram para atracar no Porto de Suape, mas a Agência de Meio Ambiente de Pernambuco não permitiu, devido ao risco ambiental. A tripulação, há dois meses viajando, ainda não sabe quando poderá descer em terra firme. O Ministério Público do Trabalho pediu para a Marinha enviar documentos sobre a presença de substâncias tóxicas a bordo.

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Enquanto corre a expectativa por uma nova decisão judicial ou até de um novo leilão, há o temor de que a embarcação seja abandonada em alto-mar.

Porta-aviões São Paulo: capacidade para até 40 aeronaves

Desativado desde 2017, o porta-aviões São Paulo tem 266 metros de comprimento, pesa 31 mil toneladas e tem capacidade para até 40 aeronaves. Seu armamento era composto por três lançadores duplos de mísseis e metralhadoras de grosso calibre.

Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Construído no fim dos anos 1950, o porta-aviões São Paulo foi batizado pela Marinha francesa de Foch e comprado em 2000 pela Marinha brasileira. Seu “irmão gêmeo”, o porta-aviões Clemenceau, já foi desmantelado.

Leia também: “O mais sexy dos aviões de combate“, artigo de Dagomir Marquezi publicado na Edição 113 da Revista Oeste

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11 comentários
  1. José Antonio Debon
    José Antonio Debon

    Porque o comprador não envia o navio para Alang na Índia ou Chitagong em Bangladesh, como foi feito com o Minas Gerais.

  2. Hailton Azevedo Pelaes
    Hailton Azevedo Pelaes

    Existe lixo mais tóxico do esse tal de FHC?

  3. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Isolem essas tubulações do sistema de vapor das catapultas e transformem essa banheira velha em navio porta-helicópteros então. Jamais entendi da utilidade de porta-aviões para esse país, com um costa tão extensa como essa. Não possuímos forças armadas ofensivas, a doutrina sempre foi de forças defensivas e porta-aviões se encaixam como embarcações ofensivas e exigem uma verdadeira esquadra para protegê-lo, o que é bastante inviável para nós.

  4. José Antonio Debon
    José Antonio Debon

    É impressionante como empresas, governos, etc….se submetem a opiniões e achismos de grupos ambientalistas, parece que o navio virou disseminador de câncer por ter amianto, acontece que para causar um efeito maléfico o material tem que ser inalado na forma de pó por um longo período.
    Existem duas variedades de amianto, uma é liberada para uso e a outra está proibida. Qual é o tipo de amianto que está aplicado no navio ?

    1. Lucas Araújo Gomes Da Silva
      Lucas Araújo Gomes Da Silva

      Pelo que entendi das notícias que li sobre essa novela, um laudo respondendo a essa pergunta sua foi requerido e não foi atendido.
      Nem o tipo nem a quantidade de amianto a bordo foi informada.
      Você já trabalhou com amianto? Já tentou remover amianto velho sem gerar a maldita poeira?
      Ele não é nocivo só por inalação. A irritação à pele, pelo contato com a poeira do amianto é horrível.
      Conheço o navio. Redes de vapor são isoladas com esse material.
      A solução desse dilema seria vender pra alguma república popular comunista, onde não deve ser ilegal mandar duzentos trabalhadores a 1 U$D/h, de short e camiseta remover o amianto e jogar na primeira lata de lixo comum.
      No Brasil acho que não vai ser possível, mas só acho.

  5. Finlab
    Finlab

    Perguntamos aos candidatos ao governo de São Paulo como acabar com a Cracolândia, reduto de viciados no centro da capital paulista. Veja o que eles responderam:

    *Fernando Haddad (PT):* Essa população de viciados não pode ficar na rua, vamos alugar apartamentos para eles morarem no centro de São Paulo e lhes dar algum dinheiro para comprarem comida.

    *Tarcísio de Freitas (Republicanos):* É necessario promover o acolhimento para reinserção social, com desintoxicação, capacitação, geração de trabalho e renda. Melhorar as condições das comunidades terapêuticas, com proximidade à natureza. Criar “portas de saída” como programas de inserção de pessoas em situação de rua, ex-dependentes e egressos do sistema prisional no mercado de trabalho formal, principalmente em empresas parceiras e em obras contratadas e/ou concedidas pelo Estado.

    https://revistaoeste.com/politica/eleicoes-2022/cracolandia-o-que-dizem-os-programas-dos-candidatos-ao-governo-de-sp/

  6. Romeu José Paludo
    Romeu José Paludo

    O próprio FHC é um lixo e não percebe. Teve mofo na cabeça quando comprou essa banheira. Era sucata em 2000. Imagine agora.

  7. Hugo Monteiro
    Hugo Monteiro

    Uma aquisição do govêrno do gênio da raça, FHC. A tranqueira francesa nunca serviu pra nada, mas deve ter rendido uma comissãozinha a alguém. Acho que nem teco-teco lavantou vôo ou pousou naquela banheira velha.

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