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Por cumprir a lei, churrascaria é condenada a pagar R$ 17 milhões

Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro alega que a empresa causou “danos morais coletivos” ao demitir funcionários

Fogo de chão
Rede de churrascarias Fogo de Chão demitiu 400 funcionários em razão das restrições impostas pela pandemia | Foto: Divulgação

A rede de churrascarias Fogo de Chão foi condenada a pagar R$ 17 milhões em “danos morais coletivos”, por promover demissão em massa sem prévia negociação coletiva. A sentença também confirmou liminar, obtida em junho de 2020 pelo Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ), que determinou a reintegração de funcionários demitidos de suas unidades do Rio. A decisão ocorre em meio ao cenário economicamente desfavorável vivenciado por empreendedores e comerciantes, que, em decorrência das medidas restritivas severas impostas pelos governadores dos Estados brasileiros, ficam impedidos de trabalhar — embora sejam obrigados, por lei, a continuar pagando impostos e encargos referentes ao negócio, sem contar o salário dos funcionários.

De acordo com a decisão do MPT-RJ, o fato de a empresa condenada ser “sólida, com lojas espalhadas no Brasil e no exterior”, faz com que ela tenha “mais capital para administrar a crise do que cem famílias que, abruptamente, perderam sua fonte de renda e o importantíssimo benefício do plano de saúde” — justificando, portanto, a decisão de aplicar a multa de R$ 17 milhões e a obrigação de imediata recontratação dos funcionários. Ainda segundo o órgão, a churrascaria Fogo de Chão deveria ter dialogado com o ente sindical, “buscando uma saída menos injusta para os empregados”. “Se tivesse aberto este canal, não teria feito as rescisões com corte de direitos como o fez, inicialmente. Teria evitado tanto sofrimento para seus empregados”, concluiu.

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Leia também: “A falsa dicotomia entre lucro e vida”, artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 50 da Revista Oeste

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18 comentários
  1. Simão P. Leal
    Simão P. Leal

    Sem adentrar ao mérito, fico pensando se o MPT irá ingressar com ação análoga em face a FORD, cuja, simplesmente encerrou as atividades causando incomensuráveis prejuízos a seus funcionários (e familiares), trabalhadores indiretos e consumidores de seus produtos.

  2. Andre Luiz Rodrigues
    Andre Luiz Rodrigues

    Os ruminantes do MP que têm os salários garantidos pensam que dinheiro nasce em árvore! Vagabundos!

  3. Loreana Valentini
    Loreana Valentini

    E juiz ganha um mega-salário para dar decisões absurdas como essa. É revoltante. O Judiciário tem se mostrado cada vez mais instável, ineficiente, caro e no caso da justiça trabalhista, um atraso ao desenvolvimento do país.

  4. Vinicius Ferreira de Oliveira
    Vinicius Ferreira de Oliveira

    Viva la revolucion socialista, viva cuba, viva venezuela, kkkkkkkkk (só que não né).

  5. Arlete Pacheco
    Arlete Pacheco

    A JUSTIÇA DO TRABALHO, ASSIM COMO A JUSTIÇA ELEITORAL, NÃO EXISTE EM TODOS OS PAÍSES, POR SINAL ECONOMICAMENTE BEM SUCEDIDOS!!!

  6. Alberto Santa Cruz Coimbra
    Alberto Santa Cruz Coimbra

    Pura insanidade. Os “procuradores” do famigerado MPT agora se arvoram em administradores de empresas privadas e decidem se, quando e de que maneira as empresas devem gerir seus orçamentos. “Deveria ter procurado”, “maneira mais justa”, são arroubos autoritários, petulantes, desrespeitosos, arrogantes de gente insuportavelmente enxerida da vida alheia. Justiceiros do apocalipse, pagos com os impostos gerados por quem trabalha.

  7. Antonio Carlos Neves
    Antonio Carlos Neves

    Com essa insegurança jurídica promovida pela Justiça brasileira especialmente a do Trabalho, quem vai investir neste pais para empregar desempregados? Almir Pazzianoto ex ministro do trabalho já disse que neste pais até o passado trabalhista é INCERTO.

  8. Francisco Bermal
    Francisco Bermal

    Desconheço o caixa da empresa, más pagando os 17 milhões que a justiça burra impõe, esses desempregados continuarão desempregados depois que a maré do covid passar…

  9. Artur Passoni
    Artur Passoni

    Eles condenam o trabalho escravo e escravizam os empresários, em Bebedouro SPum dono de restaurante se matou é isso que eles estão querendo fazer, além de escravizar estão querendo matar à todos . Revolução já!!!

  10. esz.eduardo@gmail.com
    [email protected]

    Então o empreendedor não pode demitir seus funcionários? Essa justiça do trabalho ée ministério público do trabalho são verdadeiros sovietes, pois estão querendo expropriar o empregador pra distribuir entre os proletários. Espero que o tribunal tenha bom senso e mude esta patifaria.

  11. Júlio Rodrigues Neto
    Júlio Rodrigues Neto

    Isto não é Democracia, Livre Iniciativa, Liberdade. Isto é uma dentada com uma dentadura no churrasco da Democracia.

  12. Bruno Fortini Veloso
    Bruno Fortini Veloso

    Toda a solidariedade aos pobres empregados, mas esses almofadinhas do MPT estão loucos em sua sanha ativista – a não ser que o objetivo seja de fato inviabilizar a atividade econômica no país! Mas se assim for, de onde virão os recursos para pagar seus salários astronômicos e seu doce “joie de vivre”?

    1. Regis Tavares Da Silva
      Regis Tavares Da Silva

      Eis a questão. Nunca faltará salários aos funcionários públicos do alto escalão. Sempre haverá empreendedores para serem escravizados.

  13. Samuel Santos
    Samuel Santos

    No Brasil, temos mais uma jabuticaba, o custo competência, se vc fazer crescer seu negócio, vc deve ser multado!

  14. Tássia Costa da Silva
    Tássia Costa da Silva

    Só consigo pensar no livro “A Revolta de Atlas”, de Ayn Rand.

    1. jossenilson diniz
      jossenilson diniz

      O MPT em geral só pensam em preservar direitos adquiridos e opõe-se a tudo o que perturbe o statu quo.

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