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Petrobras ajusta os últimos detalhes para perfurar na Foz do Amazonas

A estatal pretende operar em uma região de águas profundas no Amapá, considerada estratégica

A maior parte da produção de petróleo e gás natural no Brasil é proveniente dos reservatórios da camada pré-sal
A empresa afirmou que o Ibama indicou a necessidade de um novo simulado durante a fase de perfuração | Foto: Divulgação/ Petrobras

Uma possível autorização para que a Petrobras realize a perfuração de um poço na Foz do Amazonas depende apenas da entrega de planos revisados ao Ibama, conforme exigência do órgão ambiental.

A estatal informou que pretende apresentar os documentos solicitados ainda nesta sexta-feira, 26, e destacou que o Ibama está prestes a emitir a licença.

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A empresa afirmou que o Ibama indicou a necessidade de um novo simulado durante a fase de perfuração, prática considerada comum nos processos de licenciamento.

O Ibama aprovou recentemente um teste emergencial feito em agosto, mas apontou falhas no resgate simulado de animais, conforme relatório técnico analisado.

Ibama apontou falhas no relatório da Petrobras

No relatório, o Ibama alertou que “o plano proposto não é capaz de garantir ações adequadas ao atendimento dos animais que venham a ser contaminados em um eventual acidente com vazamento de óleo, o que poderá resultar em perda produtiva de biodiversidade, levando estes animais à morte”.

O Ibama confirmou que a Petrobras deve apresentar ajustes e complementações, mas descartou a necessidade de uma nova simulação prévia.

Sob anonimato, uma fonte ligada à Petrobras afirmou à agência Reuters que a concessão da licença é inevitável, mesmo diante das críticas feitas pelo Ibama.

Preocupações ambientais

A Petrobras pretende operar em uma região de águas profundas no Amapá, considerada estratégica para ampliar as fronteiras de exploração de petróleo e gás por compartilhar características geológicas com a Guiana, onde a ExxonMobil já explora grandes campos.

Apesar do potencial, a iniciativa enfrenta resistência de ambientalistas e de alguns representantes do governo federal, preocupados com os desafios socioambientais da operação na região amazônica.

Simulado da Petrobras registrou três incidentes

Durante o simulado, três incidentes foram registrados no rio Oiapoque. Um barco da Petrobras ficou preso em uma rede de pesca por volta das 2h10 da manhã de 26 de agosto, resultando em indenização de R$ 12 mil ao pescador.

Outra embarcação encalhou em um banco de areia às 3h10, e houve quase colisão com outro barco.

Leia também: “Impostos podem matar setor náutico no Brasil”, coluna de Carlo Cauti, publicada na Edição 289 da Revista Oeste

Os brinquedos usados para simular animais foram entregues ao centro veterinário às 5h50, cerca de meia hora antes do prazo limite.

O Ibama destacou que a Petrobras utilizou barcos não autorizados e pilotos de aeronaves sem os equipamentos de segurança adequados.

“Em uma emergência real, animais contaminados com óleo volatizam substâncias que são extremamente tóxicas”, escreveu o Ibama, afirmando ainda que “os pilotos poderiam sofrer efeitos neurotóxicos durante o voo, o que poderia causar acidentes de alta gravidade”.

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2 comentários
  1. Luiz fernando Chalet ferreira
    Luiz fernando Chalet ferreira

    Acho que antes de perfurarem deveriam informar para a fauna local se afastar

  2. Luiz fernando Chalet ferreira
    Luiz fernando Chalet ferreira

    O dinheiro fala mais alto, sempre . Se houver interesse , perfuram até as cataratas do Iguaçu

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