A Justiça autorizou, na terça-feira 23, a prisão temporária de um oitavo envolvido no assassinato do ex-delegado-geral de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes. As autoridades, contudo, não revelaram a identidade do novo suspeito.
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Até o momento, quatro pessoas estão presas pela execução ocorrida em 15 de setembro, enquanto outras quatro continuam sendo procuradas. O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) conduz as investigações e, recentemente, intensificou buscas, apreensões e oitivas de testemunhas para esclarecer o caso.
Detalhes das investigações e dos suspeitos
Segundo o DHPP, “laudos periciais estão em elaboração e serão analisados, tão logo finalizados”. A corporação confirmou que manterá mais detalhes em sigilo para “garantir a autonomia do trabalho policial”.
Entre os detidos, está Willian Silva Marques, proprietário de um imóvel em Praia Grande, local de onde teria saído o fuzil utilizado no crime. Dahesly Oliveira Pires, suspeita de transportar a arma, também está entre os presos. Luiz Henrique Santos Batista, conhecido como Fofão, foi capturado na sexta-feira 19, suspeito de auxiliar na fuga depois do assassinato. No sábado 20, Rafael Marcell Dias Simões se entregou em São Vicente.
Nas investigações mais recentes, a polícia examinou outro endereço em Mongaguá, município vizinho a Praia Grande. Durante a varredura, encontraram impressões digitais para análise.
Entre os suspeitos ainda procurados, estão Felipe Avelino da Silva, o Mascherano, e Flávio Henrique Ferreira de Souza, ambos ligados ao crime por vestígios de DNA em veículos periciados. O suspeito por ordenar a retirada do fuzil é Luis Antonio Rodrigues de Miranda.
Trajetória de Ruy Ferraz Fontes e contexto do crime
O assassinato de Ruy Ferraz Fontes ocorreu por volta das 18h, na Avenida Dr. Roberto de Almeida Vinhas, em Praia Grande, no dia 15 de setembro. Com mais de 40 anos de carreira, ele atuou no DHPP, no Departamento Estadual de Investigações sobre Entorpecentes e no Departamento Estadual de Investigações Criminais.
Ele liderou investigações contra o crime organizado, inclusive tornando-se desafeto de Marcola, líder do PCC. Desde 2023, Fontes exercia o cargo de secretário municipal de Administração na Prefeitura de Praia Grande, litoral sul de São Paulo.
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