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Governo Milei aumenta aposentadoria na Argentina em 27%

A medida entrará em vigor a partir de março e se aplicará também às pensões e demais prestações sociais

Javier Milei - argentina
A inflação anual na Argentina gira em 254,2% | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons/Adrián Escandar

O governo do presidente Javier Milei, da Argentina, aumentou o valor das aposentadorias no país em 27,18%. A medida, publicada no Diário Oficial nesta quarta-feira, 21, entrará em vigor a partir de março.

Com este aumento, a aposentadoria mínima no país passará de $ 105.713 (aproximadamente R$ 624,52) para $ 134.446 (aproximadamente R$ 793,36), e a máxima, de $ 711.346 (aproximadamente R$ 4.198,66) para $ 904.690 (aproximadamente R$ 5.341,55).

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O aumento também se aplicará às pensões e a demais prestações sociais. Entretanto, a norma não menciona a concessão de reforço nem bônus, que os argentinos esperam ser aprovado por meio de outra resolução.  

Luis Caputo ministro Economia Argentina
Apelidado de ‘Messi das Finanças’, Luis Caputo foi ministro das Finanças e presidente do Banco Central argentino durante o governo Maurício Macri | Foto: Reprodução

Na segunda-feira 19, o ministro da Economia, Luis Caputo, havia adiantado que a mobilidade giraria em torno de 30% e que seria mantido o pagamento de um bônus, sem especificar o valor.

“Atualmente, é preciso mudar a fórmula das aposentadorias”, disse Caputo. “Se continuarmos com o jogo político de querer continuar usando a aposentadoria e outros benefícios com a lei, mais tempo isso vai demorar. Enquanto isso, vamos dar um bônus e proteger o poder de compra dos aposentados.”

Leia também: “Com Milei Argentina alcança 1º superávit fiscal mensal em quase 12 anos”

Analistas preveem perdas

De acordo com o jornal Clarín, esse aumento abrange março, abril e maio e é muito inferior à inflação esperada para esses primeiros três meses do ano, que, segundo os analistas, poderá chegar a algo entre 60% e 70%.

Se as previsões se confirmarem, isso representaria uma perda entre 23% e 25% adicional às registradas durante os governos de Maurício Macri e Alberto Fernández.

O texto com a resolução tem a assinatura do ex-chefe da Anses – órgão argentino equivalente no país ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) no Brasil – Osvaldo Giordano, demitido há algumas semanas depois do fracasso da Lei Ônibus.

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2 comentários
  1. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Por aqui e em particular no nordeste, tem muitas cidades que vivem da renda dos aposentados que movimentam a economia, já houve reportagens sobre isso na TV, na época que ainda assistia essa mídia. Creio que isso ocorre geralmente em locais mais pobres mas funciona muito bem por lá. Como a situação da Argentina está beirando à situação do nordeste deste país bananeiro, o limite da pobreza atingindo em grande parte de sua população, creio que essa medida será muito bem vinda por lá.

    1. Cristiano VR Santos
      Cristiano VR Santos

      Já que voce citou o nordeste, gostaria de lhe fazer uma pergunta: vale a pena investir em uma pequena propriedadae rural de 5 hectares no nordeste atualmente?

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