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Facções criminosas ampliam alianças e atuam em ao menos 17 Estados

Levantamento de jornal aponta articulação entre PCC, CV e TCP com foco em expansão territorial e lucro

Hoje, tanto o PCC quanto o CV operam redes logísticas que atravessam fronteiras | Foto: Reprodução/Redes Sociais
Hoje, tanto o PCC quanto o CV operam redes logísticas que atravessam fronteiras | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Ao menos 17 Estados registram a atuação conjunta de facções como Primeiro Comando da Capital (PCC), Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP), em alianças entre si ou com grupos regionais.

Levantamento do jornal Folha de S.Paulo, com base em investigações da Polícia Federal (PF), das Polícias Civis e em dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revela que essas articulações têm caráter pragmático. O objetivo é expandir território e fortalecer mercados ilícitos. O estudo, porém, considera apenas alianças entre essas três facções e não inclui articulações exclusivamente regionais.

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Atuação do TCP, PCC e CV

O avanço do TCP chama atenção. A facção expandiu sua presença para além do Rio de Janeiro e firmou alianças em ao menos dez Estados. Em alguns casos, aproxima-se do PCC para enfrentar o CV.

Já o PCC e o CV estão presentes em todo o país e exercem hegemonia em 13 Estados. Unidades com atuação isolada dominante, como São Paulo, não entram no recorte.

O crime organizado passou a atuar em escala nacional e transnacional. A expansão ganhou força depois do rompimento entre PCC e CV, em 2016 e 2017. Desde então, o PCC passou a controlar a Rota Caipira. O CV, por outro lado, ampliou presença no Norte e no Nordeste com apoio de grupos locais.

Leia também: “Governo Lula admite descontrole sobre avanço de facções na Amazônia”

Além disso, as facções adotaram estratégias distintas. O CV manteve foco no controle territorial, enquanto o PCC priorizou logística, atacado do tráfico e parcerias para ampliar o fluxo de drogas e a lavagem de dinheiro.

No Espírito Santo, o crime se organiza por alianças entre facções nacionais e grupos locais, como o Primeiro Comando de Vitória (PCV), aliado ao CV.

Assim como no Espírito Santo, facções regionais dependem dos grupos criminosos maiores para acesso a rotas internacionais. O CV fornece droga e logística, enquanto grupos locais mantêm autonomia.

Entenda as facções

O Primeiro Comando da Capital se consolida como holding multinacional, enquanto o Comando Vermelho foca a expansão regional e o controle de rotas da Amazônia. Veja algumas informações sobre a atuação dos grupos criminosas, com base no levantamento da Folha no Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

  • Comando Vermelho
  • Alcance: países da América do Sul, com presença também em Argentina, Paraguai e Venezuela
  • Modelo: expansão regional amazônica
  • Atividade: controle de rotas fluviais para escoamento de cocaína
  • Primeiro Comando da Capital
  • Alcance: 16 países na América, Europa, África e Ásia
  • Modelo: holding multinacional
  • Atividade: exportação de cocaína via portos e lavagem de dinheiro global
  • Principais rotas do tráfico
  • Rota Caipira: MT/MS – GO – MG – SP (Porto de Santos)
  • Alto Solimões: Colômbia – Amazonas – distribuição nacional
  • Bolívia (MT): fronteira – Rota Caipira
  • Vale do Juruá: Peru – Acre – distribuição nacional

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