O avanço do Comando Vermelho em vilas caiçaras de Paraty, litoral sul do Rio de Janeiro, tem gerado preocupação entre moradores e autoridades locais. Relatos apontam que a facção passou a controlar não apenas o tráfico de drogas, mas também áreas de acesso público, como praias, trilhas e estacionamentos em regiões como Trindade, Sono, Calhaus e Pouso da Cajaíba, conforme revelou o jornal Folha de S.Paulo.
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Na Praia do Sono, barqueiros informaram que são obrigados a pagar uma taxa para circular na região. Em dezembro, moradores se manifestaram contra essa cobrança. Segundo registros, o protesto provocou reação do grupo criminoso, que se manifestou nas redes sociais redes sociais. Em uma publicação, um perfil anônimo que dizia fazer parte da fação afirmou: “Não vamos admitir que línguas de trapo tentem desestabilizar o que foi construído com respeito. Quem tem proceder sabe quem é quem, quem não tem a vida ensina a ter postura. Estamos de olho em tudo.”
Clima de tensão e relatos de ameaças por parte do Comando Vermelho
Trindade, última vila antes da divisa com São Paulo, está a 30 km do centro de Paraty e faz parte do Parque Nacional da Serra da Bocaina, administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Moradores relatam que a vila é uma das mais atingidas pela presença da facção, com circulação de pessoas armadas e registros de confrontos com a Polícia Militar nos meses finais de 2025.
Em novembro, um turista relatou ter sido ameaçado por dois homens ao tentar alugar uma casa em Trindade. Durante a abordagem, ouviu gritos e teve a conversa gravada até ser notado. “Os meninos só estão aqui para não vir outra pessoa de fora zoar, como milicianos, PCC, Terceiro Comando Puro”, declarou um dos suspeitos no áudio. “Eles estão aqui para proteger, para não vir outra facção tomar.”
De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, o caso foi registrado na 167ª Delegacia Policial, em Paraty, e encaminhado ao Jecrim. Não houve confirmação sobre investigações específicas sobre a facção na região.
Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste






































O Rio de Janeiro continua lindo ….kkkk
Só resta fazer turismo na Bahia. Lá já está tudo pacificado, não tem erro.
Impressionante, desde 2023 crescem de forma exponencial a influência e o domínio das atrozes facções do tráfico!!! Uma coincidência não é mesmo?!
Uma das únicas opções para fazer um turismo Histórico no RJ, agora, tomado pelo trafico de entorpecentes e dos mafiosos que cobram para que as pessoas transitem em espaço público.
É não ir mais a esses lugares enquanto o poder público ficar de braços cruzados
O Governo Estadual E FEDERAL TÊM obrigação de mandar patrulha para a cidade tombada pelo IPHAN