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Caso de idoso morto em agência bancária em 2020 foi arquivado; investigada recebe pensão

Episódio ocorreu em Campinas (SP)

A defesa de Josefa argumentou que a ida de Laércio ao banco foi um equívoco, pois ele teria falecido horas antes, embora tenha sido apresentado como vivo no local | Foto: Reprodução/Agência O Globo/Wikimedia Commons
A defesa de Josefa argumentou que a ida de Laércio ao banco foi um equívoco, pois ele teria falecido horas antes, embora tenha sido apresentado como vivo no local | Foto: Reprodução/Agência O Globo/Wikimedia Commons

Josefa de Souza Mathias, companheira de longa data de Laércio Della Colleta, levou o homem de 92 anos, já falecido, a uma agência bancária para realizar a prova de vida necessária para sacar a aposentadoria.

Segundo a defesa de Josefa, Laércio teria chegado vivo ao banco, mas laudos necroscópicos revelaram que ele havia falecido de causas naturais horas antes da visita ao estabelecimento.

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Depois de uma investigação e o pedido de arquivamento do inquérito pelo Ministério Público, aceito em fevereiro de 2021, o caso parecia encerrado. No entanto, em 2023, Josefa obteve uma decisão favorável na Justiça para receber a pensão por morte de Laércio.

A batalha legal resultou no reconhecimento do direito da mulher à pensão, mesmo diante das circunstâncias peculiares que envolveram a ida de Laércio já falecido ao banco.

Levar o idoso ao banco foi um “equívoco”

A defesa de Josefa argumentou que a ida de Laércio ao banco foi um equívoco, pois ele teria falecido horas antes, embora tenha sido apresentado como vivo no local.

Com o desfecho do caso, a Justiça reconheceu o direito de Josefa à pensão por morte de seu companheiro, encerrando um capítulo curioso e controverso que se arrastou por anos desde o ocorrido em 2020.

O caso “tio Paulo”

Essa notícia vem à superfície no mesmo momento em que a Polícia Civil busca respostas sobre o caso que envolve o idoso Paulo Roberto Braga, de 68 anos, levado morto a uma agência bancária por Érika de Souza Vieira Nunes, de 42 anos. O episódio ocorreu na terça-feira 16, em Bangu, zona oeste do Rio.

O idoso apresentava sinais de broncoaspiração, congestão pulmonar e falência cardíaca por doença isquêmica prévia, de acordo com o laudo do exame de necropsia.

Paulo Roberto Braga morreu em circunstâncias ainda não esclarecidas, pois o laudo não determinou se a morte ocorreu antes ou durante a ida ao banco. Ele havia sido internado na unidade de pronto atendimento (UPA) de Bangu de 8 a 15 de abril por pneumonia e dependência de oxigênio, conforme registros médicos.

Érika, em depoimento, afirmou que Paulo, mesmo debilitado, teria solicitado ir ao banco para pedir um empréstimo de R$ 17 mil. No entanto, o delegado Fábio Luiz da Silva Souza, responsável pela investigação, questiona a capacidade do idoso de tomar essa decisão, considerando seu estado de saúde.

A mulher foi presa em flagrante por tentativa de furto mediante fraude e vilipêndio a cadáver. A defesa da acusada alega que ela possui laudos que comprovam problemas psiquiátricos, que indicam um quadro de abalo psicológico e uso de medicamentos controlados.

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