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Cantareira segue em nível crítico apesar de chuvas recentes

Sistema opera com menos de 20% da capacidade e mantém tendência de queda

O principal reservatório que abastece a Grande São Paulo, Sistema Cantareira
O principal reservatório que abastece a Grande São Paulo, Sistema Cantareira | Foto: Reprodução/ Redes sociais

O sistema Cantareira operava com 19,8% da capacidade nesta sexta-feira, 9, e permanece na faixa crítica. O índice é significativamente inferior ao registrado no mesmo dia do ano passado, quando o volume era de 50,9%, segundo informações divulgadas pelo jornal O Estado de S.Paulo.

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Os gráficos de monitoramento diário disponibilizados pela Sabesp mostram que, ao longo do último mês, houve ocorrência de chuvas irregulares, com episódios pontuais mais intensos, mas sem impacto suficiente para reverter a queda do volume útil armazenado. No período, o volume do Cantareira oscilou próximo da marca de 20% e manteve trajetória descendente mesmo depois de dias com chuva.

O Cantareira integra o Sistema Integrado Metropolitano, composto por sete sistemas de reservatórios que abastecem a Grande São Paulo. Nesta sexta-feira, o conjunto operava com 27,4% da capacidade total. Cantareira e Alto Tietê, os dois maiores sistemas, apresentam queda contínua desde abril do ano passado.

Sabesp
Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo | Foto: Divulgação/Sabesp

Cantareira segue critério próprio de gestão

Desde outubro, o governo estadual adotou um modelo de gestão baseado em faixas de monitoramento. A Grande São Paulo está atualmente na faixa 3, classificada como de atenção, que prevê redução da pressão na rede por até 10 horas diárias, entre 19h e 5h, além de campanhas de conscientização. Caso o volume médio dos reservatórios caia cerca de três pontos porcentuais, a região poderá entrar na faixa 4, com 12 horas de redução da pressão.

O Cantareira segue um critério próprio, com cinco faixas. Com 19,8%, está na faixa 5, a mais grave. De acordo com as informações oficiais citadas pelo Estadão, desde outubro a Sabesp reduz gradualmente a retirada de água do sistema. Se o volume útil ficar abaixo de 20% em 30 de janeiro, a vazão máxima média mensal poderá ser reduzida de 23 para 15 metros cúbicos por segundo.

Os gráficos da companhia também mostram que, apesar de chuvas registradas em diversos dias de dezembro e começo de janeiro, o nível de armazenamento não apresentou recuperação consistente. Segundo projeções citadas pelo jornal, mesmo com chuvas dentro da média histórica, o Cantareira deve encerrar o verão de 2026 em estado de alerta, antes do começo do período de estiagem, que normalmente vai de abril a setembro.

Leia também: “O país da chuva”, artigo de Roberto Motta publicado na Edição 182 da Revista Oeste

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