A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta terça-feira, 23, dois integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) que estavam foragidos desde uma fuga em massa registrada na Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero, no Paraguai. A operação teve como alvo o braço da facção conhecido como “ Sintonia Final Leste”, sediado na zona leste da capital paulista.
Os investigados ocupavam posições de destaque na estrutura da facção criminosa e atuavam em atividades ligadas ao tráfico internacional de drogas e armas.
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Depois de deixarem o Paraguai, eles passaram a se esconder em cidades do interior paulista. A operação cumpre 21 mandados de busca e apreensão em endereços na capital, em Atibaia, em municípios da Grande São Paulo e em Itanhaém, no litoral sul do Estado.
Quem são os líderes do PCC presos em São Paulo
Entre os alvos da operação estão Cícero Marcos Silva de Souza, conhecido como “Caveira”, e Gladson Loschiavo de Campos, o “Glay”. Os policiais prenderam os dois suspeitos durante a ofensiva. Um terceiro investigado permanece foragido, e, por isso, a polícia não divulgou sua identidade.
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Caveira possui antecedentes por tráfico de drogas, associação para o tráfico e crimes patrimoniais. Em 2019, autoridades paraguaias o identificaram em uma investigação sobre o transporte de 2 toneladas de maconha, além de armas e granadas.

O nome do criminoso voltou a aparecer em janeiro de 2020, quando autoridades paraguaias divulgaram a lista de fugitivos da penitenciária. A fuga envolveu dezenas de integrantes ligados ao PCC e mobilizou forças de segurança dos dois países.
Já Glay atuava como articulador operacional entre a zona leste da capital paulista e a Baixada Santista. De acordo com a investigação, ele coordenava encontros entre integrantes da facção e participava da logística utilizada para o transporte de drogas e armamentos. Ele possui antecedentes por roubo e tráfico de drogas.
PCC mantém estrutura no Paraguai
As investigações reforçam a presença do PCC em países vizinhos, especialmente no Paraguai. Autoridades brasileiras e paraguaias consideram o país uma das principais bases logísticas da facção para o tráfico internacional de drogas e armas.
Nos últimos anos, os órgãos de segurança ampliaram a cooperação para identificar e capturar integrantes da organização que atuam dos dois lados da fronteira. A troca de informações entre os países tem permitido o avanço de operações contra lideranças e operadores da facção.
A Polícia Civil afirma que a ofensiva busca enfraquecer a estrutura responsável pela movimentação de drogas, armas e recursos financeiros ligados ao PCC. Os investigadores não divulgaram detalhes adicionais da apuração para não comprometer o andamento das diligências nem a busca pelo terceiro suspeito.
Desde o último dia 5, o governo dos Estados Unidos classifica o PCC como grupo terrorista. A mesma classificação passou a valer para o Comando Vermelho.
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