O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, disse, na prestação de contas dos três anos de seu governo, na quinta-feira, 18, que críticas à privatização da Sabesp, realizada no ano passado, não levam em conta o pouco tempo de serviço da nova empresa e os ganhos deste período.
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Ao ser perguntado sobre o fato de locais da periferia estarem sem água e sem saneamento, ele afirmou:
“Pessoas de regiões vulneráveis não tinham acesso à coleta e ao tratamento de esgoto”, afirmou o governador. “Por isso, cerca de 1 milhão de residências foram ligadas à rede de esgoto neste ano: simplesmente porque não havia coleta antes.”
Tarcísio prosseguiu dizendo que o mesmo ocorre com 650 mil famílias que passaram a ter acesso aos serviços neste ano.
“A pergunta que precisa ser feita é: por que isso não foi feito antes?”
O governador utilizou tais argumentos, de que o número de pessoas sem o serviço está diminuindo, para realçar o fato de que, segundo ele, ainda há lacunas a serem preenchidas.
“Esses dados mostram a dimensão do problema e explicam o segundo ciclo de investimentos, que vai até 2024, voltado à resiliência da rede.”
O governador complementou:
“Esse ciclo envolve a modernização do sistema, com atualização da infraestrutura para permitir a distribuição adequada e segura dos serviços de saneamento. Trata-se de modernizar todo o trajeto da rede.”
Segundo Tarcísio, o volume total de investimentos previsto chega a R$ 260 bilhões.
“É um investimento pesado, de grande escala, justamente porque o problema é estrutural e acumulado ao longo do tempo”, observou, durante a explicação.
“Não faz sentido imaginar que esses desafios sejam resolvidos de forma imediata. Não é realista achar que uma única intervenção, por mais importante e corajosa que seja, elimine problemas que são resultado de décadas de falta de planejamento e de investimentos. Também não é correto atribuir todos esses problemas à decisão tomada agora.”
Sabesp e as tarifas
Segundo a Agência SP, a Sabesp pratica a menor tarifa entre as 20 maiores operadoras de saneamento do país. Um consumo mensal de 10 mil litros custa R$ 37,96, abaixo dos valores de Belo Horizonte (R$ 59,24), Brasília (R$ 50,03) e do Rio Grande do Sul, onde a conta pode chegar a R$ 121,80.
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Esse cenário ficou ainda mais favorável em 2024, ano em que as categorias social e vulnerável tiveram redução de 10% nas tarifas, consolidando a empresa como a mais barata do setor, relata a agência.
“Com esses ajustes, São Paulo foi a única capital brasileira a registrar queda na tarifa residencial de água em 2024, enquanto a média nacional aumentou 6,8%, segundo a Global Water Intelligence [GWI].”
Os preços mais baixos, segundo o governo, são resultado direto da desestatização concluída em 2024, quando o Estado de São Paulo reduziu sua participação de 50,3% para 18% e abriu espaço para mudanças na política tarifária.
“Pelo novo modelo, obras só podem ser incorporadas ao cálculo tarifário depois de concluídas, o que eliminou repasses antecipados e garantiu que o consumidor pague apenas por melhorias efetivamente entregues.”
Não é 260 bilhões de reais….corrigir o texto ou o Tarcísio!
Provavelmente é 26 bilhões de reais…ou cerca de 5 bilhões de dólares….é o que sempre calculei!
E adivinha PORQUÊ NÃO tinham feito antes!? …..empresas estatais funcionam como um Espécie de FEUDO orçamentário.
Preenchidos com os mesmo “profissionais “ deste sempre…se aposenta/adoece/morre um…colocavam outro “treinado” no lugar…e assim segue-o feudal..havia guerra se quisesse retirar $$ de uma superintendente de região rica e melhor consolidada no índice de saneamento..para outra que não tinha absolutamente NADA…como as cidades do Litoral.
Fora os gastos desnecessários para dar “senta e apascenta”…cala boca …nos perdedores da peleja acima descrita…
Então saiam patrocínio para Niver das cidades…pagode, sertanejo, festa peão boiadeiro…e “estudos/planos mil” ..tudo com a pecha de boas relações institucionais…por ano os gastos com essa conta daria para colocava índice de saneamento adequado em boa parte das cidades do litoral norte..o patinho feio do saneamento paulista.
NOTA!
Gastavam Mais TEMPO e recursos laborais (retrabalho)nessas Guerras Feudais Orçamentárias do que “PENSAR “ saneamento e obras efetivas.
A coisa mais importante no saneamento paulista não era a data de início do Verão Hidrológico e sim a elaboração da peça orçamentária.
5 anos são e SERÃO necessários para sanar esse GAP civilizatório que perdura desde 1980.
Neste momento, o ideal para o Brasil seria que quase tudo fosse privatizado, ponto.
Por enquanto, só deveria ficar a cargo do Estado , Brasil, EDUCAÇÃO, SAÚDE, SEGURANÇA E ARRECADAÇÃO TRIBUTÁRIA.
Por enquanto, no futuro, nem isso…..