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Babá afirma que Monique mandou apagar mensagens depois da morte de Henry

Thayná Ferreira diz ter visto menino mancando e se queixando de dores depois de ficar com Jairinho em quarto

Júri do caso Henry Borel se tornou o mais mais longo do Rio em 18 anos | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Júri do caso Henry Borel se tornou o mais mais longo do Rio em 18 anos | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A babá Thayná de Oliveira Ferreira afirmou neste domingo, 31, durante o julgamento da morte de Henry Borel, que Monique Medeiros pediu para que ela apagasse mensagens do celular depois da morte do menino e minimizasse relatos sobre a convivência da família.

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O depoimento ocorreu no sétimo dia do júri de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e Monique, acusados pela morte da criança de 4 anos. Considerada uma das principais testemunhas do caso, Thayná também declarou à juíza Elizabeth Machado Louro que pretende se retratar das diferentes versões apresentadas ao longo da investigação.

Segundo a babá, ela foi levada a um escritório de advocacia no dia seguinte ao enterro de Henry, onde teria sido instruída sobre o que deveria dizer à imprensa e à polícia. “Apaga as mensagens”, afirmou Thayná, que atribuiu a frase a Monique. A babá disse ainda que pediram para ela sustentar que a convivência entre os integrantes da família era harmoniosa. “Fala que a nossa relação era muito boa.”

caso henry borel
Monique Medeiros durante sessão do julgamento pelo assassinato de Henry Borel no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro | Foto: Brunno Dantas/TJ-RJ

Babá relata suspeitas contra Jairinho

Durante o depoimento, Thayná relatou três episódios ocorridos entre janeiro e fevereiro de 2021 que, segundo ela, despertaram desconfiança sobre a relação entre Jairinho e Henry. A babá afirmou que, nas três ocasiões, o então vereador levou o menino para um quarto e fechou a porta.

Em um dos casos, segundo a testemunha, Henry saiu mancando e depois reclamou de dores na cabeça, afirmando que havia levado uma “banda” e caído da cama. Thayná disse que comunicava as situações a Monique por mensagens e pessoalmente, mas reconheceu que nunca presenciou diretamente agressões contra a criança.

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Ao ser perguntada pelas defesas, a babá afirmou que não procurou a polícia porque não testemunhou violência e disse ter sentido medo diante da situação. Advogados de Jairinho e Monique contestaram pontos do depoimento e exploraram divergências entre as versões dadas pela testemunha ao longo do processo.

O julgamento prossegue no 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Segundo a acusação, Jairinho agrediu Henry até a morte em março de 2021, enquanto Monique teria se omitido diante das agressões sofridas pelo filho. Ambos negam participação no crime.

Leia também: “Violência de boa aparência”, artigo de Guilherme Fiuza publicado na Edição 320 da Revista Oeste

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