O Aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio de Janeiro, retomou suas operações na noite desta terça-feira, 30, depois de permanecer fechado por cerca de 12 horas por causa de um vazamento de óleo na pista principal. O problema começou por volta das 3h da madrugada, durante uma manutenção preventiva realizada fora do horário de funcionamento do terminal, que é das 6h às 23h.
Ao longo do dia, o fechamento resultou no cancelamento de mais de 160 voos, entre chegadas e partidas, e no desvio de mais de uma dezena de aeronaves para o Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), na zona norte do Rio. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas estimou que 16 mil passageiros foram impactados.
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Companhias como Azul, Gol e Latam confirmaram cancelamentos e alternância de voos para o Galeão. A Gol comunicou que todas as alterações foram efetuadas “com foco na segurança”. A Azul relatou que “os clientes impactados estão recebendo a assistência prevista”. Já a Latam declarou que os passageiros foram reacomodados “sem custos em outros voos disponíveis”.
O impacto também se estendeu a outros terminais. Em Congonhas, na capital paulista, mais de 60 voos foram cancelados até as 16h, todos relacionados ao Santos Dumont. No Aeroporto de Brasília, oito voos tiveram de ser cancelados.
Passageiros enfrentaram longas esperas
O fechamento gerou confusão no saguão do aeroporto. Passageiros relataram demora na divulgação de informações e mudanças constantes nos horários previstos para reabertura da pista. Inicialmente, a previsão era de liberação às 8h, depois às 11h, às 14h e, por fim, às 17h, até a liberação definitiva no começo da noite.
Entre os afetados estava o deputado federal Chico Alencar (Psol-RJ), que embarcaria para Brasília às 6h05. “Vários voos sendo cancelados, mas o nosso continua mantido com esse atraso já de quatro horas”, afirmou ao jornal O Globo. “E a gente sem uma informação precisa. Direito à informação é o básico.”
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Reabertura gradual do aeroporto
O primeiro avião a decolar depois da reabertura foi um Embraer Legacy 500 da Força Aérea Brasileira, às 17h45, seguido pelo voo AD4051 da Azul, que deveria sair às 7h45 para Confins, em Minas Gerais, mas deixou o Santos Dumont apenas às 18h20. Até aquele momento, nenhum pouso havia sido registrado no aeroporto.
Para reduzir os impactos, a Infraero anunciou a extensão do horário de funcionamento do terminal além do limite regular das 23h, medida adotada excepcionalmente para compensar os atrasos.

Apesar da liberação, a normalização da malha aérea deve levar mais tempo. A Infraero reiterou que “utilizou todos os recursos disponíveis para liberação da pista no menor prazo possível” e reforçou seu compromisso com os padrões de segurança operacional.
As companhias aéreas orientam que os passageiros confirmem o status de seus voos antes de se deslocar para os aeroportos. Ainda não há previsão exata para que a operação do Santos Dumont retorne completamente ao fluxo normal.
Leia também: “Aviões movidos a mostarda”, artigo de Evaristo de Miranda publicado na Edição 234 da Revista Oeste









































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