A morte de Isabella Nardoni completou 18 anos neste domingo, 29. Na data, a mãe da menina, a vereadora Ana Carolina Oliveira, publicou um vídeo em suas redes sociais para relembrar a perda da filha e falar sobre a continuidade da história depois do crime.
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No vídeo, ela afirma que a data marcou profundamente sua vida. “E se… é a pergunta que rondou a minha vida por muitos anos”, declarou. “E se hoje na minha casa fôssemos em cinco? E se a Isabela tivesse conhecido o Miguel e a Maria Fernanda [outros filhos de Ana Carolina]?”
A vereadora também descreveu o impacto do episódio. “Uma história foi interrompida”, disse. “Esse foi o dia mais difícil da minha vida. Mas uma história que não acabou ali. Uma história que vai muito além da partida de uma criança.”
Vereadora fala sobre o legado do caso Isabella Nardoni
Ao longo do depoimento, Ana Carolina afirma que, com o passar do tempo, passou a enxergar a morte da filha como um ponto de transformação. “Hoje entendo e consigo ver que ela deixou um legado, que a Isabella deixou algo muito maior”, afirmou. “Ali não se foi uma criança, ali não se foi só uma história. E ali também não podia parar.”
Segundo ela, esse legado passou a dar visibilidade a outras crianças em situação de vulnerabilidade. “Depois de anos, essa história continuaria transformada e que hoje dá visibilidade a tantas crianças”, declarou. “Um legado pra tantas crianças que vivem num silêncio, que vivem de uma forma que não conseguem ser protegidas.”
A vereadora também associou essa mudança a uma atuação prática. “É entender que esse legado se transformou: se transformou em luta, se transformou em propósito, e se transformou em transformar vidas”, disse.
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Ao recordar a filha, ela afirmou que a memória não se resume à dor. “Lembrar dela todos os dias não é de uma forma dolorida, apesar de muito emocionada eu falar isso”, afirmou. “É ter que lembrar que a violência está em tantos lugares, é lembrar que a violência precisa ser uma voz.”
No fim do vídeo, Ana Carolina declarou que seguirá atuando em nome da filha e de outras crianças. “E se ela me deixou aqui pra ser essa voz, assim eu vou honrar, porque hoje eu não estou só”, concluiu. “Desde o dia 29 de março de 2008 eu não estou só. Somos muitos. E hoje são 18 anos que eu sigo por ela e também por todas as outras crianças.”
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