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Ricardo Nunes critica demora da Polícia Civil em investigar ataques a ônibus em SP

Mais de 47 incidentes foram registrados na cidade no domingo 13, em meio a uma onda de veículos atacados nos últimos meses

Ricardo Nunes prefeito São Paulo ataques ônibus
Ricardo Nunes disse que suspeitos serão indiciados por tentativa de homicídio | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A SPTrans, empresa vinculada à prefeitura paulistana e responsável pela gestão do transporte público, informou que foram notificados 421 ataques entre os dias 12 de junho e 13 de julho, relata a Folha de S.Paulo. Entre estes estão os 47 incidentes ocorridos no último domingo 13. A média diária é de 37 registros.

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O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), disse nesta segunda-feira, 14, em entrevista à GloboNews, que a investigação está demorando. “Está demorando, reconheço”, observou Nunes.

“Até faço aqui uma crítica à Polícia Civil. Porque, quando temos que elogiar, temos que elogiar. Mas quando temos que criticar, temos que criticar, está demorando. Mas a certeza que temos é de que a Polícia Civil vai chegar à conclusão de identificar quem são as pessoas e à punição.”

Nunes também disse que os suspeitos serão indiciados por tentativa de homicídio. Procurada, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) não confirmou a informação, nem disse quais as principais linhas de investigação da onda de ataques.

A SSP, aliás, ainda não apresentou um balanço geral para todo o Estado, já que cidades da Grande São Paulo e da Baixada Santista também têm registrado ataques a coletivos. O órgão estadual informou apenas que quatro ocorrências foram formalizadas em delegacias no último fim de semana.

Para responder aos casos, a Polícia Militar (PM) iniciou a Operação Impacto, Proteção a Coletivos, que emprega 7,8 mil policiais e 3,6 mil viaturas em áreas urbanas e metropolitanas, com foco na proteção de passageiros e profissionais do transporte.

Suspeitos presos por ataques a ônibus em SP

Cinco pessoas já foram presas sob suspeita de envolvimento nos ataques. Entre elas, está um homem detido em 6 de julho por policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), suspeito de ter arremessado uma pedra contra um ônibus na Avenida Washington Luiz, em 27 de junho, que atingiu uma passageira.

Leia mais: “Vandalismo em São Paulo: ataques a ônibus começaram em janeiro, afirmam empresas”

Outro foi capturado em Guaianases, na zona leste, na quinta-feira 10. Dois foram flagrados durante atos de vandalismo em Pirituba e Santo Amaro. Um adolescente foi apreendido e depois liberado.

A SSP informou que as investigações contam com o apoio da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCIBER), que monitora canais digitais em busca de indícios de articulação dos ataques. “As investigações seguem com o apoio da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCIBER), que monitora plataformas digitais.”

Levantamento publicado pela Folha informa que, entre 21 de maio e 5 de julho, 191 casos foram registrados em delegacias da capital. A maioria ocorreu com veículos operados pela empresa Mobibrasil Transporte, que atua na zona sul. A 6ª Seccional, que abrange essa área, concentrou 66 registros. Em seguida, aparece a 3ª Seccional, da zona oeste, com 65 ocorrências.

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